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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Qui, 14 Jun 2018 18:06:00 -0300
Prêmio Péter Murányi: R$ 250 mil
O prazo para participação é até 31 de agosto
A Fundação Péter Murányi lança a 18º edição de seu prêmio, que será focada em Ciência & Tecnologia. O vencedor receberá R$ 200 mil e um troféu, o segundo e o terceiro colocados ganharão R$ 30 mil e R$ 20 mil, respectivamente. Os interessados devem enviar seus projetos entre 1º de junho e 31 de agosto.
Para se inscrever, é necessário que a iniciativa seja indicada por uma instituição cadastrada na entidade e atenda a três critérios fundamentais: a inovação da proposta; as possibilidades de aplicação prática; e como o trabalho impacta e beneficia populações em desenvolvimento.
Aberto para toda a América Latina, o Prêmio Péter Murányi realiza-se anualmente, alternando os temas "Alimentação", "Educação", "Saúde" e Ciência & Tecnologia". Assim, as abordagens são revisitadas a cada quatro anos.
O edital e o formulário para participação estão disponíveis no site www.fundacaopetermuranyi.org.br. Os finalistas serão divulgados no primeiro trimestre de 2019.
Sobre a Fundação e o Prêmio
Instituição privada e sem fins lucrativos, a Fundação Péter Murányi já investiu R$ 2,65 milhões e avaliou 1.440 trabalhos, desde a primeira edição da premiação, em 2002. E conta com o apoio das seguintes entidades: ABC (Academia Brasileira de Ciências), Aconbras (Associação dos Cônsules no Brasil); Aciesp (Academia de Ciências do Estado de São Paulo); Anpei(Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras); Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola); CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico); Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); e SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).
SERVIÇO:
Prêmio Péter Murányi 2019 ¿ Ciência & Tecnologia
Envio dos trabalhos: de 1º de junho a 31 de agosto de 2018
Os finalistas serão divulgados em fevereiro de 2019 e a cerimônia de entrega do Prêmio ocorrerá em abril de 2019.
Site: www.fundacaopetermuranyi.org.br
PARA A IMPRENSA:
Jornalista responsável: Jéssica Almassi; jessica.almassi@viveiros.com.br
Atendimento: Rosangela Sousa; rosangela@viveiros.com.br
Ricardo Viveiros & Associados ¿ Oficina de Comunicação
11 3675-5444
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Qui, 14 Jun 2018 17:31:00 -0300
Chamada 31/2017 - Resultado
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgou, nesta quinta-feira (14), o resultado final da Chamada CNPq/MCTIC/SETEC Nº 31/2017, de apoio à inserção de pesquisadores nas empresas incubadas.
Lançada em novembro de 2017, a Chamada tem por objetivo apoiar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) ao inserir pesquisadores em empresas privadas vinculadas às incubadoras de empresas em operação no País.
Confira aqui a tabela de projetos selecionados.
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Seg, 11 Jun 2018 16:24:00 -0300
Biodiversidade e parceria com França
Manaus (AM) recebeu, na semana passada, cientistas do Brasil e da França para quatro dias de debates e reuniões que trataram das atuais e futuras parcerias entre os dois países relativas à biodiversidade. Entre os dias 5 e 8 de junho aconteceu o Simpósio Brasil-França sobre Biodiversidade, com a participação de importantes especialistas da América Latina e de executivos de empresas que têm a biodiversidade como marca.
O simpósio foi uma iniciativa da Academia Brasileira de Ciências (ABC), em parceria com a Academia de Ciências da França e contou com a apresentação do Diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde, Marcelo Morales, no último dia do evento.
Morales apontou que o encontro permitiu discutir a colaboração entre brasileiros e franceses na pesquisa e na construção de parcerias futuras não só em biodiversidade, mas de forma mais ampla. Dentre os pontos mais importantes debatidos, o diretor aponta a crítica à lei brasileira 13.123 de 2015, que versa sobre o acesso da pesquisa com a nossa biodiversidade. "É consenso que ela, juntamente com o decreto que a regulamenta, dificulta o desenvolvimento científico que poderá trazer sustentabilidade para nossa biodiversidade", ressaltou Morales. A legislação citada regula o acesso ao patrimônio genético do País e ao conhecimento tradicional associado para fins de pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
No encontro, foram tratados, ainda, assuntos como farmacologia e produtos naturais, impactos da globalização na biodiversidade, biotecnologia, biodiversidade e saúde, entre outros.
Cooperações entre CNPq e França
O diretor do CNPq apresentou, na sexta-feira, dia 8, as ações mais importantes do CNPq no âmbito da cooperação Brasil-França e na área de biodiversidade.
Dentre elas, destacou os dez anos de parceria com o Institut Français de Recherche pour le Développement (IRD), de 2004 a 2013; a cooperação com o Centre national de la recherche scientifique (CNRS), desde 2007; com o Institut National de Recherche en Informatique et en Automatique (INRIA), o Institut national de la santé et de la recherche médicale (INSERM); a Agence Nationale de la Recherche (ANR) e o CIRAD - La recherche agronomique pour le développement e o CESMAT - Centre d¿Etudes Supérieures de Matières Premières.
Além disso, Morales citou a cooperação com o Museu de História Natural de Paris no âmbito do Reflora, herbário virtual construído em parceria com o Jardim Botânico do Rio de Janeiro e outras instituições como o Royal Botanic Gargens e o Kew UK.
Por fim, Morales citou as ações e programas em biodiversidade do CNPq, além do Reflora, com destaque para o PPBIO - Programa de Pesquisa em Biodiversidade, o SISBIOTA Brasil - Sistema Nacional de Pesquisa em Biodiversidade; o CBAB - Centro Brasileiro-Argentino de Biotecnologia; a BIONORTE - Rede de Biotecnologia e Biodiversidade da Amazônia Legal; o PELD - Programa de Pesquisa Ecológica de Longa Duração; o PROTAX - Programa de Capacitação em Taxonomia; o REBIOTERIO - Rede Nacional de Biotérios de Produção de Animais para Fins Científicos, Didáticos e Tecnológicos; o ProArquipélago - Programa Arquipélago e Ilhas Oceânicas e o PROANTAR - Programa Antártico Brasileiro.
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Seg, 11 Jun 2018 07:49:00 -0300
Prêmio Mercosul divulga vencedores da edição 2017
Foram anunciados na última sexta-feira, 18, os vencedores da 13ª edição do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia. Com o tema "Tecnologias para a Economia do Conhecimento", representantes de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela apresentaram projetos ao comitê avaliador da premiação em cinco categorias. O Movimento Brasil Competitivo é um dos apoiadores do prêmio.
A vencedora da modalidade Iniciação Científica foi a paraguaia Ariane Pereira Denis, estudante do Colégio Privado Campo Verde, com o projeto Robótica ao Alcance de Todos (Robox). A menção honrosa foi para o brasileiro Emerson da Costa Silva, da Fundação Escola Técnica Salzano Vieira da Cunha, que apresentou o Dispositivo Móvel de Adaptação ao Solo para Crianças Cadeirantes (Sit to Play).
Entre os estudantes universitários, foi escolhido o projeto de produção de filmes biodegradáveis para uso em feridas, do brasileiro José Ribamar de Castro Júnior, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA). A menção honrosa foi para a Venezuela, com um estudo sobre o nível de maturidade do governo eletrônico nos países do Mercosul, conduzido por Carlos Alberto Ramos Torres, aluno da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila).
O ganhador entre os jovens pesquisadores foi o argentino Ezequiel Alejandro Ortega, do Instituto Presbítero Dr. Antonio María Sáenz. Ele foi o responsável por desenvolver o estudo "Vejo, Compreendo e Aplico", que utiliza recursos em 3D para estimular o aprendizado.
Nesta categoria, foram concedidas duas menções honrosas. A primeira foi para Bruno Campos Janegitz, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus Araras. O brasileiro foi premiado por desenvolver um sensor eletroquímico de DNA para a detecção de predisposição ao câncer de mama. Já o paraguaio Federico Gaona Verón, da Universidade Nacional de Assunção (Una), criador de um sistema de monitoramento remoto em tempo real do mosquito transmissor da Doença de Chagas.
Na modalidade pesquisador sênior, a vencedora foi a brasileira Amedea Barrozzi Seabra, da Universidade Federal do ABC (UFABC), por um estudo focado na preparação, caracterização e aplicação de nanopartículas doadoras de óxido nítrico. A também brasileira Ariane Machado Lima, da Universidade de São Paulo (USP), ficou com a menção honrosa por conduzir uma investigação para a classificação multiclasse de transtornos psiquiátricos baseada em medidas antropométricas faciais.
Não houve ganhadores na categoria integração.
Todos os projetos analisados abarcaram cinco áreas: novas tecnologias da informação e comunicação (TICs) e seu potencial transformador; novos modelos de negócios na era digital ¿ a transformação sem fronteiras; formação do profissional do futuro ¿ construção de novas competências e habilidades; novas tecnologias para despertar nos jovens o interesse pelo aprendizado e o desenvolvimento de novas tecnologias; e ciência, inovação e criatividade para o desenvolvimento humano: as indústrias criativas na convergência digital.
O prêmio
Instituído em 1997 pela Reunião Especializada em Ciência e Tecnologia do Mercosul (RECyT), o objetivo do prêmio é reconhecer os melhores trabalhos de estudantes, jovens e pesquisadores e equipes de pesquisa, que representem potencial contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico e incentivar a realização de pesquisa científica, tecnológica e a inovação no Mercosul. Além disso, contribui para o processo de integração regional por meio do estímulo à difusão das realizações e dos avanços científicos e tecnológicos.
Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
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Qui, 07 Jun 2018 14:45:00 -0300
Academia-Industry Training 2018: inscrições
A swissnex Brazil, em colaboração com a Universidade de St.Gallen (CLS HSG), o Centro para Empreendedorismo da HSG, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), tem orgulho em anunciar a quinta edição do Programa de Treinamento Academia-Indústria voltado a pesquisadores brasileiros e suíços com perfil empreendedor.
O Academia Industry Training - AIT é um reconhecido programa internacional que conecta pesquisadores-empreendedores da Suíça e do Brasil com a indústria para levar ao mercado suas pesquisas de alto nível. O programa é uma iniciativa no escopo do Plano de Ação para Cooperação Científica entre os países e consiste em treinamentos e atividades presenciais no Brasil (Rio de Janeiro e São Paulo) e na Suíça.
Quem pode participar?
Serão selecionados participantes de instituições acadêmicas dos dois países. No Brasil, serão selecionados pesquisadores com o seguinte perfil:
- brasileiro(a) nato(a), naturalizado(a) ou estrangeiro(a) com visto permanente
- com perfil empreendedor
- em nível de Mestrado, Doutorado ou Pós-Doutorado
- proficiente em inglês
- que busca transformar suas pesquisas em inovações de mercadoO prazo para inscrições vai até 13 de julho de 2018. O edital e formulário de inscrições estão disponíveis para download no website da swissnex Brazil. (link direto: https://www.swissnexbrazil.org/news/ait-2018-open-call/)
Todo o programa será realizado em inglês.
Calendário
31 de maio a 13 de julho - período de inscrições
16 de julho a 10 de agosto - avaliação das candidaturas
26 a 30 de novembro - Realização do AIT no Rio de Janeiro e São Paulo
Abril de 2019 - Realização do AIT na SuíçaMais informações sobre o programa:
Confira como foi a edição 2017 do AIT
Website da Swissnex Brazil
Universidade de St.Gallen (CLS HSG)
Centro para Empreendedorismo da HSG
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)
Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC)
Plano de Ação para Cooperação Científica
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Qui, 07 Jun 2018 14:05:00 -0300
Internações por diabetes e complicações custam mais que outras doenças
Estudo realizado por pesquisadores do INCT para Avaliação de Tecnologias em Saúde revela que internações por diabetes e complicações são mais caras que internações não relacionadas à doença. Em artigo publicado, apontam que o custo para hospitalização de um adulto, no SUS, pela diabetes ou complicações é 19% mais caro que a média do custo de hospitalizações.Estudo recentemente publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, por pesquisadores do INCT para Avaliação de Tecnologias em Saúde (IATS), revela que internações por diabetes e complicações dela decorrentes são mais caras que internações não relacionadas à doença e suas comorbidades. Intitulado Disease and Economic Burden of Hospitalizations Attributable to Diabetes Mellitus (DM) and Its Complications: A Nationwide Study in Brazil, o artigo aponta que o custo médio para hospitalização de um indivíduo adulto custou R$ 1.240,75 no SUS, enquanto o custo médio de uma hospitalização por diabetes e doenças relacionadas custou aproximadamente 19% a mais, atingindo o valor de R$ 1.478,75.
O estudo Disease and Economic Burden of Hospitalizations Attributable to Diabetes Mellitus (DM) and Its Complications: A Nationwide Study in Brazil, recentemente publicado no International Journal of Environmental Research and Public Health, revela que internações por diabetes e complicações dela decorrentes custam mais caro que internações não relacionadas à doença e suas comorbidades. Enquanto o custo médio para hospitalização de um indivíduo adulto custou R$ 1.240,75, o custo médio de uma hospitalização por diabetes e doenças relacionadas custou aproximadamente 19% mais, atingindo o valor de R$ 1.478,75. Os resultados apontam, ainda, que entre as internações atribuíveis ao DM, as que decorrem de doenças renais (R$ 2.803,00) e das doenças cardiovasculares (R$ 2.675,00) foram as que apresentaram maior custo médio.
A pesquisa foi desenvolvida em uma colaboração de pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Avaliação de Tecnologias em Saúde (INCT/IATS), programa coordenado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O estudo de custos das doenças crônicas no Brasil ocorre em consonância com a implementação do Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), atendendo a uma demanda do Ministério da Saúde.
Os INCTs foram criados para agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa na fronteira da ciência e em áreas estratégicas para o desenvolvimento sustentável do país; impulsionar a pesquisa científica básica e fundamental competitiva internacionalmente; estimular o desenvolvimento de pesquisa científica e tecnológica de ponta associada a aplicações para promover a inovação e o espírito empreendedor. além do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações e do CNPq, participam a CAPES e as Fundações de Amparo à Pesquisa Estaduais, além de cooperações internacionais. Mais de 100 institutos funcionam atualmente, nas mais diversas áreas do conhecimento.
A pesquisa
As estimativas da pesquisa do IATS foram feitas com base na prevalência auto-referida de diabetes derivada da Pesquisa Nacional de Saúde (2013) e considerando a população maior de 18 anos e nas 27 Unidades da Federação, regiões e país como um todo. Os dados brutos de hospitalização foram obtidos dos arquivos do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH-SUS). As internações foram categorizadas em dois grupos: (a) DM propriamente dito e (b) complicações crônicas do DM e outras doenças relacionadas. A proporção de internações por DM foi estimada pelo método do risco atribuível para o segundo grupo. Esse método considera que os pacientes diabéticos utilizam mais os serviços de saúde do que os não-diabéticos e que uma parte dos cuidados associados a esses cuidados médicos pode ser atribuída ao DM. O risco de apresentar determinada condição médica, de acordo com a presença ou não de DM, e a proporção da população com a doença são combinados para calcular a fração etiológica.
Estimou-se que 17.320.339 indivíduos adultos no país seriam diabéticos. Um total de 11.3 milhões de hospitalizações foram registradas em 2014, dos quais 8.6 milhões (76,2%) foram em adultos. Destas internações, 313.273 foram por DM, correspondendo a 3,6% das internações totais e representando uma taxa de internação de 22,8/10.000 adultos. DM per se representou 41,9% das internações, seguido das doenças cardiovasculares atribuíveis ao diabetes (26,5%). As internações devido ao DM e condições relacionadas custaram R$ 463 milhões, representando 4,3% dos custos totais de hospitalizações no SUS (R$ 10,6 bilhões). A diferença entre as regiões do Brasil é bastante expressiva, variando o custo entre 18 milhões de reais para a Região Norte e 224 milhões de reais para a Região Sudeste.
As taxas de hospitalização da população adulta foram de 3,5 e 3,8/10.000 para homens e mulheres (respectivamente) entre 20-44 anos, e 146 e 133,3 para a faixa etária de 75 anos ou mais. Quando considerado o número absoluto e a taxa de hospitalização bruta, as mulheres tiveram mais internações que os homens. No entanto, ao considerar as taxas ajustadas por idade, estas são mais elevadas para os homens (23,9/10.000 habitantes) quando comparadas às mulheres (21,9/10.000). Este estudo apresentou uma visão geral detalhada das internações atribuíveis ao DM no Brasil considerando a perspectiva do SUS. Compreender os custos do diabetes e suas principais complicações é crucial para aumentar a conscientização e permitir a avaliação de estratégias para reduzir sua prevalência e seu impacto, analisam os autores.
Leia entrevista com a pesquisadora do IATS, Michelle Quarti Machado da Rosa, coautora do estudo e Bolsista de Desenvolvimento Tecnológico Industrial do CNPq, Nível B:
O estudo revela quanto custa a internação hospitalar de pacientes por diabetes e suas complicações no Brasil. Também informa que este tipo de internação é mais onerosa que a média das internações. O que isso representa para a saúde pública do país?
Michelle - Para entendermos o impacto desta diferença, podemos começar com os números do diabetes mellitus (DM) no Brasil. Nós somos o 4º país no ranking no número de indivíduos com diabetes no mundo. Em 2013, o IBGE divulgou dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) (este inquérito visa produzir dados nacionais sobre a situação de saúde e os estilos de vida da população brasileira) revelando que 6,2% da população de 18 anos ou mais de idade referiram diagnóstico médico de diabetes. Julgamos que este seja um número subestimado, uma vez existem estudos brasileiros que demonstram que 50% de indivíduos com diabetes desconhecem a doença.
Nesse sentido, isso pode resultar em pacientes buscando cuidados quando já estão com complicações pelo diabetes, consequentemente, um tratamento ainda mais oneroso para o sistema e para o paciente. Além disso, em função das complicações, pacientes diabéticos estão em maior risco de desenvolver outras doenças em comparação a não diabéticos. O DM está classificado entre as principais causas de cegueira, insuficiência renal e amputação de membros inferiores em muitos países, ao passo que cerca de 50% das pessoas com diabetes morrem de doença cardiovascular [3]. Portanto, uma parcela de utilização de cuidados de saúde associado a essas condições médicas é atribuível ao diabetes. Portanto, pacientes com diabetes vão precisar mais do sistema de saúde. Nossos dados demonstram o impacto do custo das hospitalizações por diabetes sob a perspectiva do sistema de saúde pública, mas também colocam em evidência a carga pelo desconhecimento da doença, reforçando a importância de ações preventivas no combate ao diabetes.
Como a senhora qualifica a carga econômica e social provocada pela doença? De que forma os achados podem contribuir com a gestão dos recursos da Saúde? Quais outros aspectos da pesquisa a senhora destacaria como úteis a gestão do SUS?
Michelle - O diabetes impõe uma grande carga econômica nos indivíduos, uma vez que a doença aumenta o uso de serviços de saúde, a perda de produtividade e a incapacidade. O aumento da prevalência do diabetes em países de baixa e média renda tem causado relevante impacto econômico e social, tanto no que diz respeito aos encargos da doença, quanto as causas de incapacidade, redução da qualidade de vida e morte, resultantes das complicações da doença. Segundo o Global Burden of Disease Study de 2015, o diabetes está entre as 10 principais causas de anos vividos com incapacidade (AVI) no Brasil. Estamos preparando o artigo que vai divulgar nossos dados relacionados aos custos indiretos do diabetes no Brasil.
Neste estudo, estimamos que os custos das internações por diabetes e condições relacionadas chegaram a R$ 463 milhões em 2014, representando 4,3% dos custos totais de hospitalizações no SUS (R$ 10.6 bilhões). A diferença entre as regiões do Brasil é bastante expressiva, variando o custo entre 18 milhões de reais para a Região Norte e 224 milhões de reais para a Região Sudeste. Nesse mesmo ano, o total de gastos com saúde no Brasil foi de 8% do Produto Interno Bruto, dos quais 46% estavam associados a despesas com saúde pública (R$ 1,060 per capita). Esse gasto equivale a R$ 3,36 por adulto pelo governo federal somente com hospitalizações por DM e suas complicações.
O valor médio de internação de um adulto por diabetes foi 19% maior que uma internação sem diabetes, e as internações por doenças renais e cardiovasculares foram as que tiveram maior custo médio. A documentação do impacto econômico nacional do diabetes, sem utilização de dados internacionais, pode orientar o estabelecimento de prioridades na pesquisa e na prestação de cuidados de saúde, incluindo a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do diabetes.
Em sua visão, qual melhor caminho para o enfrentamento do diabetes? Medidas preventivas podem ser adotadas como uma atitude individual? Devem pautar políticas públicas?
Michelle - Nos últimos anos, através da qualificação do atendimento no SUS, o Brasil tem elaborado diferentes políticas públicas, na tentativa de promover melhor acesso aos serviços de saúde, reduzindo desigualdade social e incentivando estratégias de prevenção à Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT). O Ministério da Saúde, em 2001, estabeleceu as diretrizes e metas para a Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus no Sistema Único de Saúde. Como parte das metas, foi realizado um programa nacional de triagem de diabetes. O custo por caso diagnosticado foi estimado em R$ 45,00 (ano 2001). Campanhas como esta podem mobilizar a população e o sistema de saúde, sugerindo seu potencial uso na prevenção do diabetes em ambientes específicos.
Em julho de 2011 o Ministério da Saúde publicou o "Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DNCT) no Brasil" onde considera a atenção básica fundamental na prevenção de doenças crônicas. Baseado em dados da PNS, um estudo demonstrou que mais da metade da população brasileira refere estar cadastrada nas unidades de saúde da família, sendo maior na área rural, além de ter havido crescimento na cobertura nos últimos cinco anos. No ano de 2012, o Ministério da Saúde implementou o programa da Farmácia Popular, aumentando o subsidio para compra de medicamentos básicos para doenças como diabetes e hipertensão.
Aqui foram citados (brevemente) políticas públicas e ações governamentais que geraram impacto no atendimento aos pacientes que utilizam o SUS. Ainda que novas estratégias e tecnologias tenham sido incorporadas nos sistemas de saúde do Brasil, muitas pessoas com DM ainda têm acesso limitado aos cuidados de saúde devido aos altos custos associados e porque os serviços de saúde pública não estão disponíveis para todos, fazendo com que os custos indiretos permaneçam excedendo os custos diretos. Nesse sentido, políticas de prevenção como a Academia da Saúde e o próprio programa e saúde da família precisam ser mantidos e ampliados.
Outra estratégia que poderia entrar na criação de políticas públicas, é o subsídio para compra de alimentos saudáveis. Pacientes com diabetes precisam fazer uma dieta balanceada para manter o controle glicêmico, alimentos como frutas e verduras e produtos de baixo teor calórico, são caros e dificultam o acesso à população mais necessitada.
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Seg, 04 Jun 2018 13:54:00 -0300
Brasil e Índia firmam acordo em biotecnologia
O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Ministério da Ciência e Tecnologia da Índia firmaram Memorando de Entendimento para Cooperação na Área de Biotecnologia. O acordo foi fechado nesta quarta-feira (30) durante 2ª Reunião da Comissão Mista Brasil-Índia de Cooperação em Ciência e Tecnologia, realizada em Brasília.
Assinaram o documento o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do MCTIC, Alvaro Prata, e o secretário do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia da Índia, Ashutosh Sharma.
Durante a reunião, Prata apresentou um panorama da ciência no Brasil e reiterou a importância da cooperação com o governo indiano como forma de criar oportunidades comerciais e de desenvolvimento, bem como melhorar as condições de vida das populações dos dois países.
Ele citou como exemplos de políticas exitosas de fomento à ciência e à inovação no Brasil a prospecção de petróleo e gás em águas profundas, a fabricação de aviões e os avanços na agricultura tropical. Segundo Prata, a Índia pode tirar proveito da experiência brasileira nestas áreas, e o Brasil, por sua vez, do avanço indiano nas áreas de química, biotecnologia e saúde e nanotecnologia.
Os participantes da reunião revisaram o atual estágio das relações bilaterais e também conversaram sobre o Programa de Cooperação Científica e Tecnológica (2018-2019), que engloba os seguintes temas: biotecnologia e saúde humana; energias renováveis incluindo tecnologias de baixo carbono; tecnologias da informação e comunicação (TICs); ciências do sistema terrestre incluindo ciências oceânicas e mudanças climáticas; inovação, empreendedorismo, pesquisa industrial e startups.
Também participaram da reunião os embaixadores Antônio Marcondes e Benedicto Fonseca Filho e o ministro Luis Felipe Fortuna, chefe da Assessoria Internacional do MCTIC. Pelo lado indiano, além de Ashutosh Sharma, estiveram presentes o embaixador da Índia no Brasil, Ashok Das, e Jagdish Chander, conselheiro do Departamento de Ciência e Tecnologia da Índia.
Cooperação
A 1ª Reunião da Comissão Mista de Cooperação em Ciência e Tecnologia foi realizada em março de 2012, em Nova Délhi, quando foi assinado o Memorando de Entendimento sobre Cooperação na Área de Biotecnologia, que vigorou por cinco anos. Na ocasião, também foi assinado o Programa de Cooperação Científica e Tecnológica entre o Ministério da Ciência e Tecnologia da Índia e o MCTIC, vigente de 2012 a 2014. Em decorrência desses instrumentos bilaterais, foram lançadas, de 2013 a 2015, três chamadas conjuntas para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação.
Fonte: Ascom/MCTIC
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Qua, 30 Mai 2018 14:51:00 -0300
Terapia por internet tem alta aceitação para tratamento do alcoolismo
O uso abusivo de álcool é um grave problema de saúde pública, pois traz uma série de prejuízos de saúde, psicológicos, ocupacionais, familiares e sociais ao indivíduo. Preocupada com esse problema, a pesquisadora Laisa Marcorela Andreoli Santos, desenvolveu uma série de estudos que visam avaliar se a terapia por internet é efetiva para dependentes de álcool.O uso abusivo de álcool é um grave problema de saúde pública, pois traz uma série de prejuízos de saúde, psicológicos, ocupacionais, familiares e sociais ao indivíduo. Preocupada com esse problema, a pesquisadora Laisa Marcorela Andreoli Santos, da Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), desenvolveu uma série de estudos que visam avaliar se a terapia por internet é efetiva para dependentes de álcool, tanto aqueles que procuram por serviços especializados, tanto por pessoas que buscam informações pela internet no site Informaalcool.org. A pesquisa contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio da Chamada Universal 14/2014.
O uso abusivo do álccol afeta, principalmente, homens e jovens, de acordo com dados do Ministério da Saúde, a partir da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2016. Segundo esse levantamento, que considera uso abusivo quem ingeriu de quatro a mais doses para mulheres, ou cinco a mais doses para homens, em uma mesma ocasião dentro dos últimos 30 dias antes da pesquisa, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas foi duas vezes mais freqüente em homens (29,6%) do que em mulheres (13,3%). Em ambos os sexos, a freqüência do consumo abusivo de bebidas alcoólicas foi maior nas faixas etárias mais jovens, alcançando cerca de 36,6% dos homens e cerca de 20% das mulheres entre 25 e 34 anos de idade.
Segundo Laísa Marcorela, grande parte dos usuários de álcool no Brasil não chegam ao tratamento especializado, devido à falta de oferta de tratamento em relação à demanda, ao estigma com relação ao uso de álcool, a residir em locais geograficamente desfavorecidos, entre outros fatores. Com o crescimento do uso da internet, muitos países têm adotado e avaliado a realização de psicoterapias realizadas por internet para diversos problemas de saúde mental, como depressão, ansiedade, fobia social e alcoolismo e tabagismo. No Brasil, existem poucas iniciativas nesses sentido.
"Por meio deste estudo, também buscamos compreender a satisfação dos clientes e terapeutas quanto a esta modalidade de tratamento e quanto ao atendimento pela internet, tentando comparar seus resultados à mesma terapia realizada presencialmente", explica a pesquisadora.
Os resultados iniciais da pesquisa indicaram que a terapia pode ser efetiva para homens e mulheres com dependência de álcool, que há uma alta taxa de aceitabilidade pelos clientes quando lhes é oferecido o tratamento, altas taxas de satisfação e boa percepção tanto do cliente, quanto do terapeuta a respeito o atendimento realizado pela internet.
Coordenação de Comunicação Social
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Ter, 22 Mai 2018 14:48:00 -0300
Vencedores do Prêmio Destaque na Iniciação Científica serão conhecidos nesta terça-feira
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anuncia, nesta terça-feira (22), os vencedores do 15º prêmio Destaque na Iniciação Científica e Tecnológica.
O objetivo do Prêmio é reconhecer os bolsistas de iniciação científica e tecnológica que se destacaram de acordo com os aspectos de relevância e qualidade do seu relatório final, bem como as instituições participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic).Em sua 15º edição, participaram 157 instituições, sendo 112 universidades e 45 institutos de pesquisa. As instituições encaminharam ao CNPq 471 relatórios dos bolsistas, dos quais 377 foram validados, sendo 140 de Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; 132 de Ciências da Vida, e 105 de Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes.Para avaliação dos trabalhos foram observados os critérios definidos no artigo 11 do Regulamento do Prêmio: a) mérito, relevância e qualidade do relatório final; b) originalidade e inovação; c) aplicação prática da pesquisa para a solução de problemas concretos e com resultados finais; e d) perfil, histórico escolar, atuação e atribuições do bolsista do ponto de vista do orientador.Os vencedores receberão R$ 7 mil em dinheiro, bolsas de mestrado ou doutorado, passagens aéreas e hospedagem para participar da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a ser realizada em julho em Maceió (AL). Após avaliação das Comissões, foram escolhidos os agraciados, por categoria e por grande área do conhecimento:Categoria Ciências Humanas e Sociais, Letras e ArtesCamila Maria de Oliveira - da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), tendo como orientadora Márcia Freire de Oliveira, com o trabalho intitulado: "A economia solidária como determinante na trajetória profissional de seus participantes: um estudo multicasos no setor de reciclagem de Uberlândia - MG".Raira Saloméa Nascimento - da Universidade Federal de Viçosa, tendo como orientadores Magnus Luiz Emmendoerfer e Brendow de Oliveira Fraga, com o trabalho intitulado: "Modelo Slow City como Tecnologia Social para a gestão municipal: O caso de Rio Doce - MG".Categoria Ciências Exatas, da Terra e EngenhariasIago Coelho Storch - da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), tendo como orientador Luciano Volcan Agostini, com o trabalho intitulado: "Técnica de particionamento de Tiles dinâmica visando o aumento de speedup do processo de codificação de vídeos segundo o padrão HEVC".Isabela Maria Monteiro Vieira - da Universidade Federal de Sergipe (UFS), tendo como orientador Daniel Pereira da Silva, com o trabalho intitulado: "Novas Perspectivas na Produção de Biossurfactantes".Categoria Ciências da VidaJennifer Thayanne Cavalcante de Araújo - da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), tendo como orientador Francisco Fábio Oliveira de Sousa, com o trabalho intitulado: "Avaliação da atividade anticárie de nanopartículas poliméricas carregadas com ácido anacárdico".Ana Jéssica dos Santos Sousa - da Universidade Federal do Ceará (UFCE), tendo como orientadora Raimunda Hermelinda Maia Macena, com o trabalho intitulado: "Desenvolvimento e validação de aplicativo multimídia em plataforma móvel direcionado à adolescentes para prevenção de alterações posturais".O vencedor da categoria Mérito Institucional será conhecido em breve. A premiação consiste em um troféu para a instituição do PIBIC com maior índice de egressos titulados na pós-graduação em cursos reconhecidos pela CAPES. Também receberá passagens aéreas e hospedagem para a participação do dirigente da instituição agraciada na SBPC.Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Ter, 22 Mai 2018 09:29:00 -0300
Edital CNPq/MS visa inovar o SUS
A iniciativa é uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifíco e Tecnológico (CNPq) e o Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE) do Ministério da Saúde (MS) pretende contribuir para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras voltadas para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS).
As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global de R$ 15 milhões. O objetivo é apoiar projetos que colaborem com a geração de novas tecnologias em quatro principais áreas: diagnóstico e tratamento, fármacos e medicamentos, medicina regenerativa e organização dos serviços de saúde, no que se refere ao acesso, acolhimento, assistência e gestão para o SUS.
Os projetos deverão abordar uma das seguintes Linhas Temáticas:
a) Linha 1: Inovações para a organização dos serviços de saúde. Nesta linha espera-se o desenvolvimento de tecnologias para a melhoria dos serviços de saúde: acesso, acolhimento, assistência e gestão para o SUS;
b) Linha 2: Inovações em equipamentos e dispositivos para tratamento e diagnóstico. Nesta linha, as pesquisas devem buscar o desenvolvimento de dispositivos e equipamentos voltados para a saúde que se destinem a prevenção, diagnóstico, tratamento, recuperação e reabilitação;
c) Linha 3: Inovações em fármacos e medicamentos. Nesta linha espera-se o desenvolvimento de fármacos, obtidos por processos de síntese química, biológicos e extrativos; além do desenvolvimento de medicamentos sintéticos, novos ou genéricos, e de medicamentos biológicos ou biossimilares que, prioritariamente, visem atender às demandas do SUS;
d) Linha 4: Inovações em medicina regenerativa. Espera-se com esta linha o desenvolvimento de tratamentos inovadores com produtos de terapias avançadas (produtos de terapia celular, produtos de engenharia tecidual e produtos de terapia gênica constituídos por ou à base de células).
"Com essa Chamada, o DECIT e o CNPq esperam selecionar projetos de pesquisa em áreas estratégicas na saúde, induzindo o desenvolvimento de novas tecnologias em áreas inovadoras, contribuindo com a geração de conhecimento para solução de problemas que afetam a nossa saúde", comenta Marcelo Morales, Diretor de Ciências Agrárias, biológicas e da saúde do CNPq.
"O foco desses investimentos é o desenvolvimento de tecnologias ou soluções inovadoras passíveis de serem escalonadas para o SUS. Pretendemos estimular uma nova cultura de inovação em nossas universidades, que possuem capacidade científica instalada e capital intelectual para responder a estas demandas", diz Camile Giaretta Sachetti, diretora do DECIT
A data limite para submissão das propostas é 13 de julho. Já a divulgação do resultado será realizada no dia 10 de setembro. Para outras informações, acesse o link do edital.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq