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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Ter, 03 Abr 2018 16:10:00 -0300
FameLab: Mulheres são maioria dos inscritos
Dos 119 inscritos na etapa nacional do FameLab, 63 são mulheres. Para participar do concurso, os pesquisadores enviaram vídeos explicando um conceito científico ou tecnológico e mostrando seu impacto na vida cotidiana. Presente em 32 países, o FameLab é um concurso internacional de comunicação de ciência organizado pelo British Council. No Brasil, tem o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) como um dos apoiadores.Outro destaque é a quantidade de inscrições de não-bolsistas, que, pela primeira vez, puderam participar do FameLab Brasil: foram 61 submissões. Entre os bolsistas das fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs), a com maior número de registros foi a de São Paulo (Fapesp), com 31. Outros 17 bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) participam da disputa.A competição entra agora na fase semifinal, quando serão escolhidos 30 candidatos. Eles irão ao Rio de Janeiro no fim do mês para um treinamento com a especialista britânica em comunicação científica Emily Grossmann. Deste grupo, serão selecionados os dez melhores para a apresentação na final do FameLab Brasil 2018, no Museu do Amanhã.O vencedor da etapa brasileira vai representar o país na decisão internacional da competição, durante o Festival de Ciência de Cheltenham (Reino Unido), de 4 a 10 de junho.Além do MCTIC e do British Council, o Museu do Amanhã, o CNPq, o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fapesp apoiam a iniciativa no Brasil.Fonte: MCTIC
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Ter, 03 Abr 2018 15:39:00 -0300
Prêmio Newton: inscrições abertas
Incentivo adicional de R$ 1 milhão será concedido a projetos do Fundo Newton em cada um dos 4 países da América Latina: Brasil, Chile, Colômbia e México.O Governo Britânico, em parceria com o Fundo Newton, abre as inscrições para o Prêmio Newton 2018. Os países contemplados para a chamada são Brasil, Chile, Colômbia e México. São elegíveis beneficiários existentes ou passados de projetos financiados pelo Fundo. O prêmio será concedido para a melhor pesquisa ou inovação que promova desenvolvimento econômico, bem-estar social ou que enfrente desafios globais.O Prêmio Newton reconhece e celebra pesquisas e inovações de excelência financiadas pelo Fundo Newton, desde o seu lançamento em 2014. Ele busca incentivar pesquisadores e inovadores a participarem como parceiros do Reino Unido e a trabalharem para responder aos mais urgentes desafios globais.Neste ano, cinco projetos serão contemplados, pelo menos um prêmio para cada país será concedido, no valor máximo de200 mil libras, aproximadamente 1 milhão de reais, o qual deve ser usado para avançar ou desenvolver trabalhos existentes no Fundo Newton. A lista de inscrições será analisada por um comitê independente, liderado pelo Sir Venkatraman Ramakrishnan, um dos mais ilustres cientistas britânicos, vencedor do Prêmio Nobel e presidente da Royal Society de Londres.¿A América Latina tem uma riqueza de excelentes pesquisadores trabalhando em colaboração com o Reino Unido para abordar questões diversas como biodiversidade, saúde e observação da Terra através das parcerias do Fundo Newton na região. Como presidente do Comitê do Prêmio, estou ansioso para descobrir mais sobre esses empreendimentos colaborativos¿, afirmou o cientista.As inscrições, em inglês, são feitas pelo site até o dia 25 de maio de 2018:
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Qua, 28 Mar 2018 18:02:00 -0300
Chamada de apoio a eventos: inscrições abertas
Está aberto edital lançado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) de apoio a eventos relacionados à ciência, tecnologia e inovação (ARC), tais como congressos, simpósios, workshops, seminários, ciclos de conferências e outros eventos similares. As propostas deveriam estar inseridas em um das três linhas de pesquisa:
Linha 1: Eventos Mundiais - Que sejam promovidos por sociedades ou associações científicas e/ou tecnológicas mundiais, sediadas ou não no Brasil; Ocorram, a cada edição, em diferentes países; Estejam solicitando apoio para realização de sua edição no Brasil.
Linha 2: Eventos nacionais Ou internacionais - Eventos de abrangência nacional ou internacional tradicionais da área; ou Eventos de abrangência nacional ou internacional que possuam histórico de realização igual ou superior a 10 (dez) anos entre a edição atual e sua primeira edição.
Linha 3: Eventos regionais ou que estejam em suas primeiras edições - Eventos de abrangência regional; ou Eventos de abrangência nacional ou internacional que estejam em suas primeiras edições (histórico inferior a 10 (dez) anos entre a edição atual e sua primeira edição).
Os eventos devem estar inseridos nos cronogramas conforme a data de realização. As propostas podem ser enviadas até 4 de maio.
Para a Profª. Adriana Maria Tonini, diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, a chamada é de suma importância para a retomada dos investimentos em ciência, tecnologia e inovação do Brasil. "Apesar do cenário atual, tão desfavorável aos investimentos em CT&I, esta administração está empenhada em realizar as chamadas tradicionalmente lançadas pelo CNPq, atendendo às expectativas da comunidade científica e garantindo a continuidade dos avanços alcançados até agora", afirmou a diretora, lembrando que houve, inclusive, aumento nos valores destinados para a chamada este ano, em relação ao ano passado. Dos R$ 17 milhões em 2017, para R$ 20 milhões na chamada atual.
Acesse o edital para todas as informações aqui.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Ter, 27 Mar 2018 17:57:00 -0300
Estudo revela que poluição de Manaus inibe a fotossíntese e reduz as chuvas
Pesquisa realizada pelo Prof. Paulo Artaxo e equipe da USP, financiada pelo CNPq, mostra que a poluição gerada pelas emissões atmosféricas de Manaus tem contribuído para o aumento da concentração de ozônio, alterando mecanismos de formação e desenvolvimento de nuvens e alterando o fluxo de radiação para a floresta, entre outros efeitos. Os achados atestam que isso altera o funcionamento do ecossistema Amazônico.Pesquisa realizada pelo Professor Paulo Eduardo Artaxo Netto e equipe, da Universidade de São Paulo (USP), financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), mostrou que a poluição gerada pelas emissões atmosféricas de Manaus tem contribuído para o aumento da concentração de ozônio, alterando mecanismos de formação e desenvolvimento de nuvens e alterando o fluxo de radiação para a floresta, entre outros efeitos. E, estes achados atestam que as emissões de Manaus alteram o funcionamento do ecossistema Amazônico vento abaixo da cidade. Artaxo é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq e vencedor do Prêmio Almirante Álvaro Alberto de 2016.
Artaxo esclarece que os resultados da pesquisa geram impactos socioeconômicos e ambientais."É nítida a importância e a pertinência de elaborar políticas de controle de emissões de poluentes em Manaus, em particular no setor de transporte e de termoelétricas. É importante também realizar a gestão e o controle do processo de urbanização na região Amazônica". Afirma ainda que, considerando tratar-se de uma região que abriga uma grande parte da biodiversidade mundial, o impacto do homem no ecossistema tem tido consequências muito negativas, tanto pelas queimadas quanto pelo crescimento dos centros urbanos e suas emissões.
A pesquisa de Artaxo foi contemplada pelo Edital Universal de 2012, com o projeto 'GoAmazon2014 - A interação entre emissões atmosféricas urbanas e emissões naturais da Floresta Amazônica', financiado em R$ 80 mil pelo CNPq.
Segundo Artaxo, a floresta emite naturalmente os chamados compostos orgânicos voláteis (VOCs) como parte do seu metabolismo. Uma vez na atmosfera, os VOCs interagem com outros gases e são oxidados. Esse processo tem papel fundamental na formação de ozônio e de partículas secundárias que afetam as nuvens e, consequentemente, da chuva que cai na região. Com mais aerossóis, o fluxo de radiação que atinge a superfície e é usado pela vegetação para fotossíntese, é reduzido.
É neste ponto que a pluma de poluição manauara mostra a sua influência. As emissões que saem das chaminés industriais e dos escapamentos da frota de veículos formam uma pluma de poluentes na troposfera sobre Manaus e vento abaixo. Tal pluma é continuamente transportada pelos ventos para longe da cidade, geralmente na direção sudoeste, formando uma mancha de poluentes atmosféricos que se estende por mais de 200 quilômetros de distância na Amazônia Central.
Os gases poluentes da pluma alteram as reações químicas dos VOCs na atmosfera, produzindo mais ozônio e mais partículas de aerossóis do que ocorreria naturalmente longe da presença da pluma de poluição. "O ozônio é um gás fitotóxico. Ele é tóxico para as plantas em altas concentrações, acima de cerca de 40 ppb", diz Artaxo.
"O foco dos estudos do experimento GoAmazon foi desvendar os mecanismos de interação entre as emissões de Manaus e as da floresta", diz Paulo Artaxo, que é professor do Instituto de Física da USP e um dos coordenadores do experimento GoAmazon, uma campanha científica internacional com participação do INPA, INPE, UEA, USP e outras instituições.
Com cerca de 400 trabalhos publicados e mais de 16 mil citações, Artaxo foi um dos quatro brasileiros citados no início do ano entre os pesquisadores 'mais influentes', do mundo pela empresa Thomson Reuters.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Seg, 26 Mar 2018 17:41:00 -0300
Fórum Mundial da Água coloca pesquisa em recursos hídricos em debate
Terminou na última sexta-feira, 23, o 8º Fórum Mundial da Água, que discutiu, durante uma semana, temas relacionados aos desafios mundiais no âmbito dos recursos hídricos. Autoridades de vários países estiveram reunidas em Brasília para palestras nos mais diversos assuntos, incluindo as pesquisas nessa área.
Terminou na última sexta-feira, 23, o 8º Fórum Mundial da Água, que discutiu, durante uma semana, temas relacionados aos desafios mundiais no âmbito dos recursos hídricos. Autoridades de vários países estiveram reunidas em Brasília para palestras nos mais diversos assuntos, incluindo as pesquisas nessa área.E foi esse o assunto da Sessão Especial "Financiamento continuado para pesquisas sobre água", organizada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, no dia 21, com a presença das principais agências públicas de fomento à pesquisa do país, pesquisadores e representantes de instituições nacionais e internacionais.O evento contou com mesas redondas com a presença do presidente do CNPq, Mario Neto Borges; o Diretor da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Geraldo Nunes; CAPES; a presidente do Confap, Maria Zaira Turchi; além do Secretário do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), Álvaro Prata; e representantes da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).Além disso, foram apresentadas experiências internacionais positivas, como a organização Water JPI, e iniciativas bem consolidadas no Brasil, como o Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Icitiologia e Aquicultura (Nupelia) da Universidade Estadual de Maringá. O grupo paranaense trabalha há mais de 30 anos em parceria com a Itaipu Binacional, empresa brasileira e paraguaia considerada uma das maiores geradoras mundiais de energia hidrelétrica.As conversas foram mediadas pelo Diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do CNPq, Marcelo Morales.Para Mario Neto Borges, a presença das grandes agências públicas e entidades financiadoras de pesquisa do país mostra como a água é um tema estratégico comum a todas. 'Nós temos água doce em abundância, mas ela está concentrada em uma região onde a população é percentualmente reduzida, enquanto outras regiões mais concentradas, há racionamento. Portanto, é importante que a ciência, tecnologia e inovação se debrucem sobre essa questão", afirmou o presidente do CNPq. Mario Neto lembrou, também, que grande parte da água, no Brasil, é usada na agricultura e que o país é um dos grandes celeiros mundiais na produção de alimentos. "Algo em torno de 70% da água é usada nela, mas certamente não da forma mais racional. Essa é uma das questões que o investimento em CT&I pode solucionar", complementou, apontando, ainda, pesquisas sobre reutilização da água como temas importantes.Por fim, Mario Neto ressaltou a importância da presença de instituições internacionais para consolidar parcerias, que já vem sendo feitas. "A ideia é articularmos essas instituições para que possamos utilizar o conhecimento para atender as necessidades que temos", finalizou.Para o diretor da CAPES, não se trata de saber se enfrentaremos uma crise hídrica no planeta, mas quando. "A crise está batendo em nossas portas, é melhor estarmos preparados". O diretor lembrou que o documento guia da CAPES para o desenvolvimento da pós-graduação, o Plano Nacional de Pós-Graduação (PNPG) 2011-2020, traz 12 desafios para o período, sendo a água o primeiro deles.O professor Tobias Bleninger, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o apoio a pesquisas é fundamental, também, para estimular uma melhor formação. Segundo ele, "a formação de recursos humanos no país. ainda é precária. Não formamos, hoje, profissionais e pesquisadores para resolver problemas", aponta.Por fim, o presidente do CNPq destacou, ainda, parcerias com instituições com a Agência Nacional da Água, com editais específicos para pesquisas em recursos hídricos. Ao todo, desde 2009, agência já investiu mais de R$ 53 milhões em ações relacionadas ao tema.Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qui, 22 Mar 2018 18:37:00 -0300
Prêmio José Reis: Inscrições abertas até 16 de abril
Em sua 38° edição, a premiação deste ano contemplará a categoria "Instituição e Veículo de Comunicação".
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) apresenta, em 2018, a 38ª edição do Prêmio José Reis de Divulgação Científica com o objetivo de revelar e reconhecer grandes nomes que contribuem significativamente para a divulgação científica no Brasil.
As inscrições devem ser enviadas via Correios ao CNPq e deve ser feita pelo dirigente institucional ou por seu representante legal, juntamente com a ficha de inscrição devidamente preenchida, o currículo do dirigente da instituição na Plataforma Lattes atualizado, e apresentação de trabalhos institucionais, sendo considerados os mais importantes e relevantes de Divulgação Científica e Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação, veiculados e difundidos pelas diversas mídias e instrumentos disponíveis: jornais, revistas, livros, internet, mídias sociais, televisão aberta ou por assinatura, emissoras de rádio, museus e similares, instituições culturais, eventos públicos, exposições, teatro, cinema e outros.
Os candidatos podem submeter sua inscrição até o dia 16 de abril de 2018.
O vencedor recebe troféu e diploma para a instituição ou veículo de comunicação agraciado, e passagem aérea e hospedagem para participar da Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em julho de 2018, na Universidade Federal de Alagoas/UFAL. O dirigente ou representante da instituição ou do veículo de comunicação ministrará conferência na programação da SBPC.
O Prêmio somente poderá ser concedido ao mesmo à mesma instituição ou veículo de comunicação após 10 (dez) anos a contar da data da cerimônia de entrega do prêmio.
A Ficha e mais informações podem ser obtidas na página do Prêmio na Internet: http://premios.cnpq.br/web/pjr
O Prêmio
Instituído em 1978, o Prêmio é uma homenagem ao médico, pesquisador, jornalista e educador José Reis, que teve uma grande atuação no fortalecimento da divulgação científica no Brasil, sendo um dos fundadores da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e de sua revista "Ciência e Cultura" e manteve, por 55 anos, uma coluna no jornal Folha de S. Paulo.
Anualmente, é escolhido um nome em uma das três categorias, que se revezam - "Jornalista em Ciência e Tecnologia", "Instituição e Veículo de Comunicação" e "Pesquisador e Escritor" - que tenha contribuído, significativamente, para a formação de uma cultura científica e por tornar a Ciência, a Tecnologia e a Inovação conhecidas da sociedade.
A escolha é feita por uma Comissão Julgadora, designada pelo Presidente do CNPq, composta por seis membros, sendo 3 de sua livre escolha e 3 indicados pelas seguintes entidades: Associação Brasileira de Editores Científicos - ABEC, Associação Brasileira de Jornalismo Científico - ABJC e Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SBPC.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Ter, 20 Mar 2018 18:52:00 -0300
OPAS e UnB promovem evento internacional sobre comunicação em saúde
ComSaúde está na quinta edição e será realizado de 26 a 28 de março em Brasília - DF
Aedes aegypti, dengue, zika, chikungunia, febre amarela. Estas palavras tem povoado o imaginário e o cotidiano do brasileiro, que recebe e repassa informações, medos e dúvidas sobre sua saúde em uma velocidade cada vez maior. A Comunicação de risco em saúde tem então, papel fundamental na atualidade e, pensando nisso, a Universidade de Brasília e Organização Panamericana da Saúde reunirão de 26 a 28 de março, especialistas do Brasil e do exterior no V ComSaúde, Encontro Internacional de Comunicação em Saúde.
A programação prevê a apresentação de experiências de pesquisadores, gestores e trabalhadores da saúde, na área da Comunicação de Risco no Brasil e em outros quatro países: Inglaterra, Estados Unidos, Cuba, Peru. Ao longo dos três dias, os participantes vão conhecer também os resultados preliminares do Projeto ArboControl: ações de educação, informação e comunicação para a prevenção das arboviroses, desenvolvido pelos pesquisadores do Laboratório Ecos, em várias regiões brasileiras.
Durante o V ComSaúde, os participantes também vão conhecer o histórico e os cenários nacional e internacional da comunicação em situação de risco, compreender fatores e atores que a influenciam, bem como suas aplicações e estratégias. A problematização do tema por meio de exemplos práticos e casos reais e a discussão sobre o papel da mídia no contexto da saúde também serão realizadas.
O encontro é uma realização do Laboratório de Educação, Informação e Comunicação em Saúde (Ecos), que integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Informação e Comunicação em Saúde Coletiva, certificado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e será realizado no auditório 3 da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília (FS/UnB), parceira do evento.
Serviço :
V ComSaúde, Encontro Internacional de Comunicação em Saúde.
26 a 28 de março
Auditório da Faculdade de Saúde da Universidade de Brasília, campus Darcy Ribeiro, Asa Norte.
Entrada franca.
Laboratório ECOS
comsaude@unb.br / ecos@fs.unb.br
Links da programação: http://comsaude.unb.br/programacao-do-v-comsaude/ e https://fs.unb.br/articles/0000/3234/Prog_comsaude05.03.pdf
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Ter, 20 Mar 2018 16:38:00 -0300
Pesquisa cria sistema de localização para atletas cegos
Pesquisa financiada pelo CNPq por meio da Chamada de Tecnologia Assistiva proporciona autonomia a velocistas cegos a partir de mecanismos táteis emitidos pelas próprias pistas de atletismo. A pesquisa está em aprimoramento e concorreu ao Sports Technology Awards, prêmio internacional de tecnologia para o esporte, em 2017, e, em 2015, venceu o Prêmio Nacional Santander Ciência e Inovação.Uma pesquisa pode mudar de vez com a conhecida imagem dos atletas com deficiência visual que correm guiados por outra pessoa sem deficiência. É o que pretende a pesquisadora Ana Carolina Oliveira Lima, com o estudo que vem desenvolvendo intitulado Sistema de Localização e Correção de Trajetória para Atletas com Deficiência Visual na Modalidade de Corrida em Pista.
A pesquisa faz parte do projeto Sistema de Monitoramento de Atletas Cegos em Modalidade Corrida em Pista - Guia Vibrátil, coordenado por Ana Carolina, que foi contemplado pela Chamada em Tecnologia Assistiva (20/2016), financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O projeto é realizado em parceria com pesquisadores de outras instituições superiores do Amazonas - Instituto Federal de Educação do Amazonas (IFAM), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O objetivo da pesquisa é oferecer autonomia a velocistas cegos a partir de mecanismos táteis emitidos pelas próprias pistas de atletismo. Isso será possível a partir da definição de um Código Lingüístico Moderno por meio de testes de percepção tátil aplicável nas áreas sensoriais táteis: antebraço, braço, perna, costas e dorso. "Na modalidade atlética de corrida em pista, o deficiente visual faz uso do tato como substituto sensorial para executar uma tarefa relativa a tal modalidade", explica a pesquisadora.
Ana Carolina, que coordena o Núcleo de Tecnologia Assistiva, alocado na UFAM, tem expectativa de revolucionar uma modalidade paralímpica. "Gostaríamos que algum dos nossos protótipos, seja o bracelete ou o macacão, já na forma de produto, pudesse transformar a concepção atual de corrida de pista em jogos paralimpícos", afirmou a pesquisadora em entrevista ao Portal Brasil, em referência ao fato de a tecnologia dispensar a necessidade de um segundo atleta ao lado dos competidores deficientes visuais.
A pesquisadora afirmou, ainda, que "todo esse trabalho só saiu por causa do CNPq", ressaltando o apoio da agência por meio da chamada pública.
Essa pesquisa foi tema de dissertação de mestrado do aluno Luiz Alberto Queiroz Cordovil Júnior, da qual Ana Carolina foi orientadora. Em seu estudo, Cordovil Júnior esclarece que mesmo que a ferramenta (corda) possibilite a execução da atividade desportiva, um guia humano influencia indiretamente no desempenho do atleta, visto que a capacidade física do seu guia deve ser equivalente à sua. Quando isso não ocorre, o atleta pode ser prejudicado na execução da modalidade, além de problemas como afinidade ou tratativas profissionais que podem ocasionar transtornos no treinamento ou a ausência do guia por qualquer motivo. "Neste sentido, o propósito é garantir autonomia aos atletas, bem como fornecer ferramentas de controle e monitoramento. O projeto apresenta uma proposta de dispositivo de correção de trajetória baseado em acelerômetro e uma metodologia de localização para fins de orientação de atletas com deficiência visual em corridas paralímpicas de atletismo", explica Cordovil Júnior.
A ideia é uma vestimenta com dispositivo acoplado que emite vibrações por meio de um sistema sensorial, pelo qual o corredor se baseia para receber orientações referentes à postura e direção no decorrer da prova. A comunicação através da roupa é feita por uma rede de localização (GPS).
A pesquisa recebeu recursos financeiros do CNPq da ordem de R$ 174,4 mil entre custeio, capital e bolsas. Esse auxílio é um desdobramento dos investimentos em Tecnologia Assistiva realizados pelo CNPq e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) desde a primeira Chamada lançada pela agência, em 2013.
Como reconhecimento à importância da pesquisa, Ana Carolina Oliveira Lima concorreu ao Sports Technology Awards, prêmio internacional de tecnologia para o esporte, no ano de 2017, e, no ano de 2015, foi vencedora do Prêmio Nacional Santander Ciência e Inovação.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qui, 15 Mar 2018 14:27:00 -0300
CNPq estreita relação com centro de pesquisa sueco
Foi assinado no último dia 13 um Plano de Trabalho entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (CISB) e a SAAB AB para promover o intercâmbio internacional de estudantes e pesquisadores brasileiros.Chamadas conjuntas deverão ser lançadas nos próximos cinco anos e serão concedidas pelo CNPq 50 bolsas, sendo 15 para alunos de doutorado e 35 de pós-doutorado. Os estudantes selecionados de doutorado poderão realizar parte dos seus estudos na SAAB ou em instituições de pesquisa parceiras. Já os de pós-doutorado participarão de projetos suecos de P&D&I (pesquisa, desenvolvimento e inovação). O CISB, com o apoio da SAAB, garantirá a isenção e/ou o apoio privado para o pagamento das taxas escolares e infra-estrutura básica para os bolsistas.
Foi acordado também que o CISB, com o apoio da Saab, se compromete a complementar o valor das bolsas com a mesma quantia aportada pelo CNPq, sendo 50% do valor como complemento à bolsa ofertada a cada pesquisador e 50% para formar um fundo com o objetivo de apoiar a mobilidade para pesquisadores bem como atividades de acompanhamento e gestão para o Programa. Esses recursos serão geridos pelo CISB segundo plano de aplicação definido pelo Grupo de Acompanhamento do Programa, composto por representante do CNPq e representante do CISB. Além disso, o CISB, juntamente com universidades, institutos e a SAAB, deve garantir aos participantes ao menos três meses de estágio e/ou participação em projetos de inovação industrial.
A cooperação entre CISB, CNPq e SAAB já tem cinco anos e se mostra amplamente bem sucedida, contribuindo para uma sólida relação entre Brasil e Suécia. Alguns dados dão uma dimensão clara do que vem sendo atingido. Em 2012, na primeira Chamada da recém-estabelecida parceria, foram 28 projetos inscritos. Na mais recente Chamada, em 2016, esse número saltou para 162. No total, 13 doutorados sanduíche e 21 pós-doutorados foram realizados, além de inúmeros projetos de continuidade e desdobramentos.
As ofertas de bolsa serão divulgadas anualmente na forma de Chamadas Conjuntas específicas, a serem lançadas pelo CNPq.
Coordenação de Comunicação Social
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Qua, 14 Mar 2018 14:23:00 -0300
Pesquisa busca sustentabilidade do fósforo no Brasil
A base terrestre do Brasil e o clima favorável oferecem um grande potencial para expandir a produção agrícola do país, tanto por intensificação agrícola quanto por expansão controlada das terras cultivadas. No entanto, o professor Luiz Roberto Guimarães Guilherme, bolsista PQ do CNPq, alerta para o aumento da demanda de fertilizantes, exigência para uma maior produção agrícola, e em particular o fósforo.Hoje, cerca de 70% das reservas mundiais de fósforo estão no Marrocos. E desse valor, 80% são destinados para fertilizantes, utilizados em solos como os do Brasil, pobres em fósforo disponível.
A enorme base terrestre do Brasil e ainda o clima geralmente favorável oferecem um grande potencial para expandir ainda mais a produção agrícola do país, tanto por intensificação agrícola quanto por expansão controlada das terras cultivadas. No entanto, o professor da Universidade Federal de Lavras (UFLA) Luiz Roberto Guimarães Guilherme, pesquisador de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) alerta que uma grande consideração econômica e ambiental na expansão da agricultura brasileira é o aumento da demanda de fertilizantes, exigência para uma maior produção agrícola, e em particular o fósforo. "60% desse fósforo é importado. A alta demanda e a forte dependência de importação de fertilizantes tornam a agricultura brasileira particularmente vulnerável à escassez e flutuações de preço. Assim, as estratégias para reduzir essa dependência e usá-lo de forma mais eficiente tornar-se-ão cada vez mais importantes", aponta.
O assunto é tema de pesquisa da qual participa o Prof. Luiz Roberto, cujo resultado foi publicado recentemente na Scientific Reports/Nature, apresentando possibilidades de melhorar a eficiência da agricultura brasileira com tecnologias alternativas que visem à sustentabilidade na gestão do fósforo. Participaram do estudo, ainda, o pós-doutorando Teotônio de Carvalho, também da UFLA, os pesquisadores de Produtividade em Pesquisa do CNPq Paulo Pavinato (ESALQ), Luciano Gatiboni (UFSC), Ciro Rosolem (UNESP), além de Fernando Andreote (ESALQ). Além destes, outros oito pesquisadores de expressividade no estudo do fósforo em solos tropicais participaram desta pesquisa, dentre eles quatro pesquisadores da EMBRAPA, dois pós-doutores pela USP e um pesquisador britânico (Paul Withers).
Prof. Pavinato e outros pesquisadores brasileiros estiveram, recentemente, na maior mina de fosfato do mundo, no Marrocos, a Khouribga, para conhecer o trabalho realizado.
Algumas alternativas já são bastante difundidas com o intuito de diminuir o uso de fertilizante fosfatado, como cultivar em solos que possuem maior teor de matéria orgânica ou fazer calagem (ação ou efeito de adubar a terra com cal). ¿Há um cenário de utilização alta de fósforo no Brasil, mas, existe uma série de estratégias. Está sendo construída uma poupança de fósforo no solo, eventualmente, em certo momento, ficaremos como nos Estados Unidos e boa parte da Europa, com produção em alta e taxa de fósforo constante¿, comenta ainda o professor Luiz Roberto.
Nesse estudo, após fazer uma nova análise estratégica da demanda/oferta atual, os pesquisadores constataram que os recursos secundários de fósforo que são produzidos anualmente (por exemplo, esterco de gado, resíduos de processamento de cana-de-açúcar) poderiam potencialmente fornecer até 20% da demanda de fósforo da safra em 2050. "Os cenários para intensificação agrícola no Brasil até 2050 foram construídos com base em tendências e dados do censo nacional da área de cultivo total brasileira, produção de cultura, número de animais e consumo de fertilizantes", explicam.
Mas, de acordo com os pesquisadores, ainda é necessário buscar outras fontes alternativas de fósforo, até mesmo em razão de novas áreas que ainda serão adaptadas para a agricultura. "Temos áreas novas, como na região de Matopiba (estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), com cerca de 70 milhões de hectares de fronteira agrícola e um solo igual ao que o professor Alfredo Scheid Lopes estudou há 40 anos no cerrado". Mas, hoje, dizem os pesquisadores, já são aplicadas estratégias ainda mais modernas para construir a fertilidade desse solo.
Uma das atuais propostas é a reciclagem do fósforo por meio de um sistema de tratamento de lodo. "Esta é uma importante solução. Quando você pega uma planta, crescida em um solo fertilizado com fósforo, e a utiliza como alimentação tanto em humanos como em animais, por exemplo, suínos, após o consumo, 80% do fósforo sairão nas fezes. Uma cidade como Lavras, por exemplo, são 50 toneladas de lodo sendo produzidas diariamente. Em alguns países do mundo, como nos Estados Unidos, esse material, ao ser reciclado, vira adubo. Mas, primeiramente, você tem que ter saneamento básico", relatam os pesquisadores da UFLA.
O Paraná é o principal estado que deseja trabalhar com lodo no Brasil, sendo o que mais incentiva essa alternativa de reciclagem. Pela primeira vez, no País, uma usina produzirá energia a partir da combinação entre resíduos orgânicos e o lodo de esgoto. "A Dinamarca foi o primeiro país a desenvolver esse processo: após incinerar o lodo para gerar energia, você ainda pode utilizar as cinzas como fertilizante", finaliza o professor Luiz Roberto.
Como conclusão deste trabalho os autores destacam que há espaço para ampliar a produção agrícola no Brasil sem afetar outros setores de produção e nenhuma contravenção às regras atuais do código florestal. A demanda brasileira de fertilizantes fosfatados ainda irá aumentar nos próximos anos, independentemente de haver ou não melhor exploração das reservas já acumuladas no solo. Algumas estratégias devem ser adotadas para a maior eficiência deste fertilizante (a) investimentos nacionais e regionais em tecnologias de mineração e recuperação de fósforo de recursos secundários ¿¿que podem substituir o fertilizante importado e (b) melhorar as bases de recomendação de fertilização para suprimento do mínimo necessário para a obtenção de alta produção. Desta forma conseguiríamos utilizar este nutriente de forma eficiente na produção agrícola, destaca o prof. Pavinato.
Acesse aqui o trabalho completo.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq