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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Sex, 23 Fev 2018 18:13:00 -0300
Prêmio Jovem Cientista: inscreva-se!
Estudantes dos ensinos médio e superior, mestres e doutores podem se inscrever no prêmio, que aborda o tema "Inovações para a conservação da natureza e transformação social". As linhas de pesquisa podem ser consultadas no site do PJC
Começam, nesta segunda-feira, 29 de janeiro, as inscrições para a 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista (PJC), cujo tema será "Inovações para a conservação da natureza e transformação social". Podem concorrer estudantes do Ensino Médio, Ensino Superior, mestres e doutores. Há, ainda, mais duas categorias dentro do prêmio: Mérito Científico para o pesquisador doutor que, ao longo de sua trajetória, tenha se destacado na área relacionada ao tema da edição, e Mérito Institucional para instituições dos ensinos médio e superior com o maior número de trabalhos qualificados.
As inscrições e os trabalhos podem ser enviados até o dia 31 de julho, para o site www.jovemcientista.cnpq.br. A partir do mês de fevereiro serão disponibilizadas web aulas no site do PJC, voltadas para o tema deste ano, com o intuito de auxiliar os participantes no decorrer do prêmio.
Instituído em 1981, o PJC incentiva a pesquisa científica e os estudantes e jovens pesquisadores que buscam soluções inovadoras para os desafios do país. Biodiversidade, empreendedorismo e sustentabilidade, inovação e inclusão digital são algumas das linhas de pesquisa que podem ser consultadas no site do prêmio.
A 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista é uma iniciativa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) / Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Fundação Roberto Marinho, Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e Banco do Brasil.
Conheça as linhas de pesquisa
Na 29ª edição do Prêmio Jovem Cientista, estudantes do ensino superior, mestres e doutores poderão inscrever trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:
- Benefícios socioeconômicos gerados por unidades de conservação e demais áreas protegidas;
- Biodiversidade, serviços ecossistêmicos e bem-estar humano;
- Empreendedorismo e modelos de negócios para a inclusão digital e uso sustentável de recursos naturais;
- Incentivos econômicos para a conservação e o uso sustentável da natureza;
- Inovações para a conservação e o uso sustentável da natureza;
- Inovações para a inclusão digital da sociedade brasileira;
- O papel da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na adaptação às Mudanças do Clima;
- Práticas inovadoras em educação, comunicação e divulgação sobre biodiversidade;
- Produção e consumo ambientalmente sustentáveis;
- Tecnologias digitais para transformação social;
- Tecnologias para incentivar a prática de economia colaborativa e sustentável.
Já na categoria Ensino Médio, poderão ser inscritos trabalhos relacionados a uma das seguintes linhas de pesquisa:
- Comunicação e mobilização para a valorização de áreas protegidas;
- Empreendedorismo e soluções locais para a conservação e o uso sustentável da natureza;
- Inovações para a conservação da natureza e o uso sustentável no ambiente escolar;
- Práticas inovadoras em educação ambiental e conservação da natureza;
- Tecnologias digitais para a conservação da natureza;
- Tecnologias digitais para transformação social.
MAIS INFORMAÇÕES À IMPRENSA
CNPq
Mariana Galiza - mariana.oliveira@cnpq.br / (61) 3211-9414
Fundação Roberto Marinho
Luciana Gondim - luciana.gondim@frm.org.br / (21) 3232-8921
Adriana Martins - adriana@frm.org.br / (21) 3232-8864
Isabella Germano - isabella.approach@frm.org.br / (21) 3232-8062Banco do Brasil
Laila Goulart - imprensa@bb.com.br / (61) 3493-0600Fundação Grupo Boticário
Assessoria de imprensa - Central Press - (41) 3026.2610Mariana Blessmann - mariana@centralpress.com.br
Claudio Stringari - claudio@centralpress.com.br
Lorena Nogaroli - lorena@centralpress.com.br
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Qui, 22 Fev 2018 11:03:00 -0300
Chamadas INOVATEC e Start-Up tem resultados divulgados
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga, nesta quinta-feira (22/02), o resultado final das chamadas do Programa INOVATEC e do Programa Start-up Brasil 2017.
O INOVATEC é uma parceria do CNPq com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), apoiada pelo Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC). A Chamada tem por objetivo fomentar a participação de estudantes de graduação em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) de interesse do setor empresarial, em parceria com instituições de ensino superior e empresas. Veja a lista completa dos projetos recomendados.
O Programa Start-up Brasil 2017 apóia empresas em fase inicial, com até quatro anos de constituição, que trabalham por meio de softwares, hardware e/ou serviços de TI como elementos de inovação. Serão concedidas de bolsas de fomento ao desenvolvimento tecnológico de acordo com as necessidades relativas às atividades apontadas por cada projeto. Conheça os projetos selecionados.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qua, 21 Fev 2018 11:22:00 -0300
Editais CYTED abertos
Estão abertos os editais do Programa CYTED (Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento) para a participação de grupos brasileiros. Criado em 1984, o CYTED é um programa de cooperação multilateral científica e tecnológica voltado à inovação, do qual o organismo signatário brasileiro é representado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Grupos brasileiros podem participar de propostas para apoio de Redes Temáticas, que prevêem a participação de pelo menos seis países participantes do CYTED.
Mais informações e o formulário de submissão de propostas podem ser encontradas na página do CYTED na internet.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qua, 21 Fev 2018 11:17:00 -0300
Canadá: anuidade menor para estrangeiros
A Universidade de Toronto (UfT), a maior do Canadá e uma das 50 mais prestigiosas do mundo, segundo ranking de entidades globais de desempenho da pesquisa e do ensino superior (tais como a 'Times Higher Education'), anunciou a decisão de equiparar o valor das anuidades de estudantes e pesquisadores de doutorado estrangeiros às cobradas de nacionais canadenses.
A decisão acarretará substancial redução dos custos para os cursos de doutorado na UofT, de parte de estrangeiros, uma vez que, enquanto o nacional canadense desembolsa entre $7.030 e $10.440 anuais (entre R$ 17.575,00 e R$ 26.100), dependendo do curso frequentado, o estrangeiro deve arcar com anuidades de entre $20.530 e $28.320 (R$ 51.310 e R$ 70.800). Os novos valores entrarão em vigor a partir do próximo ano acadêmico, a iniciar no mês de setembro deste ano.
A decisão não terá impacto significativo nas receitas da universidade, uma vez que, dos seus 58.406 estudantes e pesquisadores, apenas cerca de 1.500 estão matriculados em cursos de doutorado - com menos da metade, entre esses, correspondendo a estrangeiros. O principal intuito da medida é o de reter na instituição pesquisadores estrangeiros altamente qualificados, de diversas áreas e origens, uma vez que muitos entre esses optam por frequentar cursos em outros países, com anuidades mais acessíveis. A UofT pretende, assim, que cientistas e pesquisadores de alto gabarito não deixem de se matricular, por não disporem das quantias até agora exigidas.
Para o Coordenador Geral de Cooperação Internacional do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Lelio Fellows Filho, isso significa uma boa economia para os doutorandos brasileiros com interesse no Canadá. "Além disso, esse tipo de acerto, proveniente de decisão unilateral das Universidades ou de acordo prévio, pode se traduzir em significativa economia para o CNPq", aponta Lelio.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qui, 15 Fev 2018 11:45:00 -0200
Vacina contra malária tem resultados promissores
Uma nova vacina pré-clínica contra a malária vivax ¿ forma da doença com maior distribuição geográfica e maior prevalência nas Américas ¿ foi testada em camundongos e obteve 45% de eficácia, o que representa um importante avanço no desenvolvimento de alternativas de prevenção.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2015, parasitas da espécie Plasmodium vivax foram responsáveis por mais de 13 milhões de casos de malária em todo o mundo e ainda não há um imunizante disponível contra esses patógenos.
A estratégia da nova vacina se baseia em desenvolver versões recombinantes de proteínas encontradas no esporozoíto ¿ forma do parasita presente na glândula salivar do mosquito transmissor e que infecta o ser humano. A proteína em questão é homóloga à que está sendo usada em outra vacina em estágio mais avançado contra o Plasmodium falciparum, o parasita de malária mais comum no continente africano.
"Com base no sucesso dessa proteína de P. falciparum, pensamos em tentar algo parecido contra o parasita que acomete as Américas. Vê-se que na África a proteção também não é alta, de 30% a 40%, mas tem diminuído as formas graves da malária falciparum e atrasado o primeiro episódio de malária em crianças, reduzindo a mortalidade infantil", disse Irene Soares, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) e bolsista de produtividade em pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
A candidata à vacina contra o P. falciparum, a RTS,S/AS01, já passou por testes clínicos de fase 3 - a pesquisa clínica é usualmente classificada em quatro fases - e recebeu uma sinalização positiva da OMS para um estudo piloto de implementação. De acordo com a autora correspondente do artigo com resultados da pesquisa publicado na revista Frontiers in Immunology, a vacina não será para uso geral na população. "Talvez para crianças e pessoas não imunes, como viajantes que vão para a região endêmica. É uma forma de não ter essas formas graves da doença", disse Soares.
A iniciativa de desenvolver uma vacina contra o P. vivax partiu de um grupo de pesquisadores do Centro de Terapia Celular e Molecular da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da FCF-USP. O projeto é apoiado pela FAPESP no âmbito de um Projeto Temático e contou com a colaboração de uma equipe internacional, com pesquisadores do Instituto Pasteur (França) e da Agency for Science Technology and Research (Singapura), entre outros.
O P. vivax tem particularidades que dificultam o desenvolvimento de vacinas. Diferentemente do parasita mais comum do continente africano, a proteína-alvo do P. vivax tem três formas alélicas, ou seja, três variantes na natureza chamadas de VK210, VK247 e P. vivax-like. Trabalhos prévios realizados nas décadas de 1990 e 2000 mostraram que as três variantes circulam pelo Brasil, com prevalência da VK210.
A proteína circumsporozoíta (CS), a mais abundante na superfície do parasita, é velha conhecida da ciência, tendo sido caracterizada pelos pesquisadores brasileiros Ruth e Victor Nussenzweig, da New York University, a partir da década de 1960.
A molécula está envolvida nos estágios iniciais de invasão de células do fígado de mamíferos infectados. Isso faz com que ela seja um alvo importante para anticorpos e outras células do sistema imunológico.
"Como a proteína do P. vivax tem três formas alélicas, fizemos também uma versão híbrida com essas três variantes reunidas. Ela contém um pedaço de cada uma. Caso a vacina fosse baseada em uma única variante, ela não protegeria contra as outras e não teria boa abrangência", disse Soares, que integra, ainda, o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Vacinas (INCTV/CNPq).
Após produzir a proteína fusionada, os pesquisadores partiram para a etapa de induzir anticorpos contra as três variantes. Mas, para saber se os anticorpos reconheciam o parasita, a equipe contou com a colaboração de pesquisadores da Agency for Science Technology and Research de Singapura.
A agência cedeu os esporozoítos extraídos da saliva do mosquito. Nos testes, os anticorpos gerados - tanto a mistura de proteínas quanto a proteína de fusão - foram capazes de reconhecer a molécula nativa por imunofluorescência.
O teste em animais contou com mais um desafio: camundongos não são infectados pelo P. vivax. Para resolver o problema, a equipe controu com a colaboração do Instituto Pasteur (França), onde foi testado um parasita transgênico - o esporozoíto do Plasmodium berghei (que infecta o camundongo) capaz de expressar as repetições da proteína VK210 de P. vivax (Pb / PvVK210).
"É por isso que o artigo tem vários autores, de diferentes centros de pesquisa. Foi um trabalho muito complexo e com várias etapas", contou Soares.
No laboratório de Rogerio Amino, pesquisador brasileiro do Instituto Pasteur (França), coautor do estudo, os camundongos que receberam a formulação da vacina foram protegidos contra a infecção de esporozoítos quiméricos de P. berghei, expressando repetições de proteína do circumsporozoíto de P. vivax.
"Foi uma colaboração importante. Os animais receberam três doses da vacina híbrida e depois foram desafiados com o parasita transgênico. Quatro dos seis camundongos imunizados estavam livres da infecção até o décimo dia após o desafio, enquanto todos os animais do grupo controle (não imunizados) ficaram infectados após quatro dias", disse Soares.
De acordo com a pesquisadora, ainda faltam etapas a cumprir até que a vacina se mostre comercialmente interessante e possa ser uma alternativa contra o P. vivax. O imunizante ainda precisa, por exemplo, ser testado em outros mamíferos antes da etapa de ensaios clínicos.
A primeira autora do artigo, Alba Marina Gimenez, do Centro de Terapia Celular e Molecular da Unifesp, realizou recentemente um estágio na University of Oxford, no Reino Unido, onde teve a oportunidade de testar parasitas transgênicos capazes de expressar cada uma das três variações da proteína (alelos VK210, VK247 e P. vivax-like). Gimenez é ex-bolsista de Pós-Doutorado do CNPq e seu trabalho teve apoio da FAPESP.
Parasitas dormentes
Um dos grandes desafios da nova vacina é conseguir combater também os parasitas que, passada a fase aguda, permanecem no fígado na forma dormente e podem desencadear outro episódio da doença meses depois de o paciente ser infectado. Essa é outra particularidade do P. vivax.
"Quando o mosquito pica, uma parte dos parasitas inoculados adquire uma forma dormente (hipnozoíto) no fígado, enquanto a outra parte vai causar a doença. Portanto, quando os patógenos no sangue são tratados, aqueles que estão ¿dormindo¿ continuam prontos para atacar novamente. O remédio pode funcionar no primeiro momento, mas, depois de alguns meses, o parasita pode ¿acordar¿ e voltar à circulação sanguínea, causando recaída", disse Amino, coautor do estudo.
Amino é também um dos autores de um trabalho publicado na Trends in Parasitology segundo o qual uma vacina contra esporozoítos de P. vivax com moderada eficácia contra a infecção primária, poderia reduzir substancialmente a transmissão de hipnozoítos, evitando recaídas.
"Seria muito interessante se houvesse uma vacinaque diminuísse significativamente o número de hipnozoítos, ainda que não fosse 100% eficaz contra a primo-infecção. A vacina que está sendo desenvolvida contra o P. vivax tem uma boa eficácia, mas ainda não foi testado se pode ou não diminuir as recaídas. Se ela funcionar também contra os hipnozoítos será um grande avanço", disse.
O artigo Vaccine Containing the Three Allelic Variants of the Plasmodium vivax Circumsporozoite Antigen Induces Protection in Mice after Challenge with a Transgenic Rodent Malaria Parasite (doi: 10.3389/fimmu.2017.01275), de Alba Marina Gimenez, Luciana Chagas Lima, Katia Sanches Françoso, Priscila M. A. Denapoli, Raquel Panatieri, Daniel Y. Bargieri, Jean-Michel Thiberge, Chiara Andolina, Francois Nosten, Laurent Renia, Ruth S. Nussenzweig, Victor Nussenzweig, Rogerio Amino, Mauricio M. Rodrigues e Irene S. Soares, pode ser lido na Frontiers of Immunology em www.frontiersin.org/articles/10.3389/fimmu.2017.01275/full.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq com informações da Agência Fapesp
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Sex, 09 Fev 2018 17:05:00 -0200
Feita em tempo recorde, pesquisa que associou Zika vírus e microcefalia é premiada
Atualmente, existem mais de um milhão de casos de Zika vírus no mundo, sendo 210 mil no Brasil
Levantamento inédito que comprovou a associação do surto de Zika vírus com os bebês nascidos com microcefalia na região nordeste do Brasil é o vencedor da 17ª edição do Prêmio Péter Murányi, conforme decisão do júri realizado ontem (8). O trabalho, coordenado pela doutora Celina Turchi e indicado pela Fundação Oswaldo Cruz, apontou, ainda, a relação do vírus com o aumento da mortalidade de fetos.
O estudo epidemiológico, o primeiro que estabeleceu a associação entre microcefalia e infecção pelo vírus da Zika, acompanhou, de janeiro a novembro de 2016, a gestação de mulheres atendidas em oito maternidades públicas do Recife. Durante o período, 32 recém-nascidos foram diagnosticados com microcefalia. Testes laboratoriais apontaram a presença de infecção por Zika vírus em 13 deles.
De acordo com Vera Murányi Kiss, presidente da Fundação Péter Murányi, entidade organizadora da premiação, estudos como esse mostram a importância do trabalho dos pesquisadores brasileiros para preservar o futuro das próximas gerações.
"Essa votação foi uma das mais emocionantes que já participei, devido ao nível dos finalistas. Todos são muito impactantes. Era impossível não pensar no tamanho do benefício que os trabalhos ofereciam à população, conforme íamos analisando os três estudos", relata. Vera sinalizou também que essa perplexidade para escolher a colocação de cada concorrente é motivo de orgulho, afinal, significa que cumpriram, com louvor, os critérios de avaliação.
A mesma opinião é compartilhada pelo diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marcelo Marcos Morales. ¿Trabalhos como esse são de extrema importância, pois mostram a capacidade da ciência brasileira em resolver problemas nacionais e também mundiais¿, afirma. O CNPq é um dos apoiadores do prêmio e participa da comissão julgadora.
Os resultados apontados pelo grupo de estudos chefiado pela doutora Celina permitiram que fossem criadas medidas de combate ao mosquito transmissor do Zika vírus por parte do poder público, como a distribuição de repelentes para grávidas moradoras de áreas de risco para a doença e o acompanhamento das crianças portadoras de microcefalia. Bem como, auxiliou na análise clínica das infecções.
"É uma doença que gerou intensa comoção social e isso evidencia a gravidade desses eventos ligados à saúde reprodutiva da mulher, o desconhecimento sobre a causa e transmissão da infecção e dos possíveis fatores de risco expostos. Podemos dizer que esse estudo, realizado por pesquisadores brasileiros, moveu a fronteira do conhecimento científico e, hoje, é referência nos guias de manejo da síndrome do Ministério da Saúde e também é utilizado como fonte de orientação para os EUA", relata Celina.
Reconhecimento internacional
O trabalho resultou na inclusão de sua coordenadora, a médica epidemiologista Celina Turchi, entre as 100 pessoas mais influentes do mundo eleitas em 2017 pela revista norte-americana Time. A cientista brasileira foi a responsável por formar uma rede internacional, com cerca de 30 profissionais de diversas especialidades e instituições, reunidos no Microcephaly Epidemic Research Group (Grupo de Pesquisa da Epidemia de Microcefalia), que conseguiu, em apenas três meses, identificar como o vírus Zika e a microcefalia estavam associados - os estudos começaram em janeiro de 2016, e, em abril, já havia fortes indícios dessa relação.
Recorde de inscrições para a edição 2018
Para esta edição, focada em saúde, o Prêmio Péter Murányi recebeu 225 trabalhos, vindos de toda a América Latina, recorde de inscritos em toda a história da premiação.
O trabalho vitorioso foi selecionado por um júri composto por representantes de entidades nacionais e internacionais ligadas à área da saúde, integrantes de universidades federais, estaduais e privadas, personalidades de renome e membros da sociedade.
O Prêmio Péter Murányi é realizado anualmente, com temas que se alternam a cada edição: Saúde, Ciência & Tecnologia, Alimentação e Educação ¿ cada tema é revisitado a cada quatro anos. O valor total é de R$ 250 mil, divididos entre o vencedor (R$ 200 mil), o segundo (R$ 30 mil) e o terceiro colocados (R$ 20 mil). A entrega ocorrerá em abril, durante a festa de premiação.
A premiação conta com o apoio das seguintes entidades, além do CNPq: CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola); Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo); Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior); Anpei (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras); SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência); Aciesp(Academia de Ciências do Estado de São Paulo); ABC (Academia Brasileira de Ciências), Aconbras (Associação dos Cônsules no Brasil).
Fonte: Assessoria de Comunicação Fundação Péter Murányi
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Sex, 09 Fev 2018 08:01:00 -0200
Divulgação científica é tema de simpósio no Rio de Janeiro
A divulgação científica como atividade prática vem, há algumas décadas, conquistando importância e espaço no Brasil. A interface acadêmica do campo, no entanto, embora atraia atenção crescente, ainda é emergente no país e precisa enfrentar dificuldades e desafios para se estabelecer como área de conhecimento independente.
O simpósio A ciência da divulgação científica II: a construção de um campo acadêmico, que vai acontecer de 5 a 7 de março, no Museu da Vida/COC/Fiocruz, visa justamente contribuir para o fortalecimento dessa interface da divulgação científica. O evento é uma realização da Fiocruz e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia voltado para a Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia, que conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnologico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Com a participação de diversos especialistas no campo, do Brasil e de outros cinco países, o evento abordará uma série de temas relevantes nos estudos da divulgação científica, entre eles a inserção da ciência na cultura, a percepção pública da ciência e tecnologia e pesquisas em museus de ciências.
O simpósio é organizado pela coordenação do Mestrado Acadêmico em Divulgação da Ciência, Tecnologia e Saúde e da Especialização em Divulgação e Popularização da Ciência e do Museu da Vida, vinculados à Casa de Oswaldo Cruz, com apoio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz.
Veja a programação em: http://museudavida.fiocruz.br/index.php/noticias/13-educacao/894-evento-no-museu-da-vida-discute-estudos-da-divulgacao-cientifica
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Ter, 06 Fev 2018 18:58:00 -0200
Divulgados os projetos selecionados para o Inovatec
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), com o apoio do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), divulgam o resultado da 1ª Chamada Pública do Programa INOVATEC.
A Chamada é fruto de acordo de parceria firmado entre o IEL e o CNPq e tem por objetivo a implantação do Programa INOVA TEC, que pretende fomentar a participação de estudantes de graduação em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) de interesse do setor empresarial, em parceria com instituições de ensino superior e empresas.
Veja a lista dos projetos recomendados.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Ter, 06 Fev 2018 18:12:00 -0200
Presidente do CNPq profere aula inaugural no IME
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, proferiu, nessa segunda-feira, 05, aula Inaugural no Instituto Militar de Engenharia (IME), no Rio de Janeiro (RJ) com o tema "Ações Governamentais para o Desenvolvimento Científico, Tecnológico e de Inovação do Brasil".
Além dos alunos e professores do IME, autoridades civis e militares prestigiaram a palestra, evento que marca o início do ano acadêmico de 2018.

O presidente do CNPq destacou a importância da participação do CNPq nessa ocasião, que, anualmente, conta com destaques da engenharia e da CT&I: "Proferir a Aula Inaugural no IME é uma honra e um privilégio, considerando que este Instituto é a mais antiga escola de engenharia do País, tendo, atualmente, todos seus cursos avaliados com nota máxima pelo MEC", ressaltou Mario Neto, destacando, ainda, a importância do Exercito Brasileiro quanto à contribuição para o desenvolvimento nacional não só na formação de recursos humanos altamente qualificados como também na garantia da soberania nacional. "São valores também explícitos na Missão do CNPq. Foi uma grande oportunidade para estreitarmos os laços e unir esforços em prol do Brasil", concluiu.

O IME é um estabelecimento de ensino do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT) responsável, no âmbito do Exército Brasileiro, pelo ensino superior de Engenharia e pela pesquisa básica.
Ministra cursos de graduação, pós-graduação e extensão universitária para militares e civis. Insere-se no Sistema de Ciência e Tecnologia do Exército, cooperando com os demais órgãos, por meio da prestação de serviços e pela execução de atividades de natureza técnico-científicas. O Instituto coopera, pelo ensino e pela pesquisa, também para o desenvolvimento científico-tecnológico do País.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
Fotos: IME/Divulgação
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Ter, 06 Fev 2018 10:14:00 -0200
O CNPq lamenta o falecimento do Prof. Dr. Nestor Schor
É com pesar que recebemos a informação do falecimento do professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Nestor Schor, no dia 03 de fevereiro deste ano.Paulista, filho do médico romeno Hirsch Schor e de Tuba Laser Schor, Nestor teve uma trajetória de reconhecido mérito para a medicina e para a ciência.
Graduado em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo em 1972, fez doutorado em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo-UNIFESP em 1977, a seguir Pós-Doutorado na Harvard Medical School entre 1978 e 80 e na Cornell Medical School em 1993.
Livre-docente pela Unifesp, em 1989, foi aprovado em concurso, três anos depois, para a função de Professor Titular dos cursos de Graduação e Pós-graduação do Departamento de Medicina. Foi Chefe da Disciplina de Nefrologia, Chefe do Departamento de Medicina, Presidente da Fundação Oswaldo Ramos/Hospital do Rim e Hipertensão e Pró-Reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UNIFESP.
No início de 1990, desenvolveu o Laboratório de Biologia Celular. Foi Presidente da Sociedade Paulista de Nefrologia, da Sociedade Brasileira de Investigação Clínica e da Sociedade Brasileira de Nefrologia.
Em 2007 foi Presidente do Congresso Mundial de Nefrologia. Era Professor Titular da Universidade Federal de São Paulo e Membro Titular da Academia Brasileira de Ciências e da Academia Nacional de Medicina.
Atuava como professor, pesquisador e palestrante em diversos temas, como hemodinâmica glomerular e microcirculação renal, fisiopatologia renal, insuficiência renal aguda, litíase renal, nefrotoxicidade, infecção urinária, produtos naturais, biologia celular e molecular de células mesangiais glomerulares e células tronco e rim.
Fazia parte do corpo editorial de 40 periódicos, dentre eles o American Journal of Kidney Diseases, Clinical Jounal of American Society of Nephrology, Current Opinion in Nephrology and Hypertension, Renal Failure, Kidney International, Einstein e International Brazilian Journal of Urology dentre outros. Publicou mais de 200 artigos em revistas científicas, mais de 280 capítulos em livros e foi editor principal em mais de 50 livros. Teve mais de mil resumos publicados em canais de congresso.
Recebeu dezenas de prêmios, sendo os mais recentes: Melhor Artigo Científico da Einstein (2006), do Instituto de Ensino Pesquisa Albert Einstein; o Best Basic Science Abstract (2005), concedido pela International Continence Society; o primeiro lugar da categoria de trabalhos originais (2005); Award and Title of "Comendador" of National Order for Scientific Merit from Science and Technology Minister and from the Republic President (2002); International Medal from National Kidney Foundation-USA (2003); Lifetime Achievement Award for "Recognition of Outstanding Lifetime Contributions to the Field of Urolithiasis Research" (2012); Prêmio do Presidente da Sociedade Latino-americana de Nefrologia e Hipertensão Arterial (2014); Prêmio Lide Saúde 2015: "Grandes Nomes da Medicina Brasileira" (2015), etc.
Formou dezenas de mestres e doutores e foi homenageado em 2017 pelo seu legado à Nefrologia Sulamericana.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq (Com informações da Sociedade Brasileira de Nefrologia)
Foto: Currículo Lattes