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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Sex, 10 Nov 2017 09:15:00 -0200
Comissão do CNPq analisa casos de má conduta científica
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realizou na última terça-feira, 7, a 7ª Reunião da Comissão de Integridade na Atividade Científica (CIAC). Com o objetivo de coordenar ações preventivas e educativas sobre a integridade da pesquisa realizada e/ou publicada por pesquisadores em atividade no Brasil, além de examinar, situações em que haja dúvidas fundamentadas quanto à integridade científica, a Comissão também atua na proposição de ações visando à divulgação das boas práticas na execução e publicação de pesquisas.
A Comissão é atualmente presidida pela Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Professora Adriana Maria Tonini, e composta por representantes das áreas de Engenharias e Tecnológicas, Humanas e Sociais, Exatas e da Terra e Ciências Biológicas e da Saúde.
Na reunião, foram analisados seis processos relacionados à má conduta científica que chegaram à Comissão sob alegações de falsidade ideológica, descumprimento do regulamento aplicado ao processo de concessão e manutenção de bolsas, plágio e falsificação de dados. Ocorrências descobertas por meio de relatos feitos por pessoas externas ao CNPq, assim como por análise de informações feitas por consultores e técnicos do CNPq.
Foram discutidas, ainda, novas estratégias para que o CNPq, em parceria com outras entidades envolvidas com a ciência, possa atuar com mais eficácia para evitar a má conduta e promover a integridade da atividade científica no Brasil. Casos considerados procedentes serão encaminhados a técnicos ou especialistas para análise quanto ao mérito. Posteriormente são encaminhados para deliberação da Diretoria Executiva, que determinará a execução das ações cabíveis.

Palestra da Profª Dirce Guilhem estimula discussão sobre integridade científica
A reunião foi precedida pela palestra "Integridade Científica" apresentada pela Professora Dirce Guilhem da Universidade de Brasília, no auditório do CNPq. A professora expôs conceitos sobre a questão e exemplos de situações de plágio e fraude na atividade de pesquisa.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Sex, 10 Nov 2017 08:27:00 -0200
Fórum do Confap debate o fomento à pesquisa
O Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, participou do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), em Goiânia, esta semana. A abertura do evento aconteceu na quarta-feira, dia 8, com a presença de presidentes e representantes das 26 Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs), autoridades científicas e políticas de todo o Brasil e representantes de agências federais e organismos internacionais.
Na ocasião, foi assinado o Protocolo de Intenções do Programa Centelha - Programa Nacional de Apoio à Geração de Empreendimentos Inovadores entre os Ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação (MEC), Confap, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), CNPq e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Na quinta-feira, 9, Mario Neto compôs a mesa de debate sobre as parcerias nacionais e internacionais com o CONFAP.
O encontro teve como objetivo debater e deliberar sobre as ações desenvolvidas nos Estados no fomento à pesquisa científica, tecnológica e de inovação nas diversas áreas do conhecimento. Discursos, homenagens e assinaturas de atos e protocolos, seguidos de um jantar, marcaram a noite de solenidade de abertura oficial do Fórum realizada no Salão Dona Gercina Borges Teixeira, do Palácio das Esmeraldas.
Além dos representantes das FAPs, participaram do evento, ainda, o ministro Gilberto Kassab (MCTIC); o embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan; o governador de Goiás, Marconi Perillo; e a presidente do Confap e da Fapeg, Maria Zaira Turchi. Também estavam presentes o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresse da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro Moreira; o presidente da FInep, Marcos Cintra; secretários do MCTIC, Jailson Bittencourt de Andrade e Álvaro Toubes Prata; além de reitores de universidades, secretários e assessores do Governo do Estado, entre outras autoridades.
Na abertura, a presidente do Confap e também da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, Maria Zaira Turchi, fez um breve relato sobre o Confap, criado em 2006, e que reúne as 26 Fundações de 25 estados brasileiros e do Distrito Federal, faltando apenas a do Estado de Roraima que está em processo de criação de sua fundação. A presidente destacou as funções do Confap, que são, entre outras, "coordenar e articular os interesses das FAPs e de buscar a consolidação do espaço político e institucional das Fundações como agentes que apoiam, formulam, implementam e desenvolvem regionalmente ações de ciência, tecnologia e inovação. Com base na integração entre os sistemas estaduais de CT&I o Confap apoia a consolidação da articulação técnica e política, as diretrizes governamentais e interesses da comunidade científica e tecnológica, fortalecendo e aperfeiçoando o Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Daí a importância de nossa permanente articulação, de nossas parcerias em programas e ações, de apoio mútuo às causas de educação, da ciência e da inovação", relatou.
Frente aos grandes desafios, a presidente do Confap ressaltou a importância da mobilização de todos para a defesa da ciência brasileira. No atual cenário de cortes e dificuldades, a presidente do Confap agradeceu e reconheceu o empenho e atuação do ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab e de sua equipe, à causa da ciência e da inovação, que segundo ela, têm sido decisivos na luta pelos recursos para a continuidade dos programas e ações do Ministério e das Agências e estão conseguindo avançar num horizonte de possibilidades. "Os compromissos com as FAPs precisam ser garantidos", enfatizou Zaira Turchi.
"Certamente, no âmbito do governo federal, os cortes em investimentos em ciência impactam na implementação e na continuidade de programas estratégicos feitos com os estados. No âmbito das Fundações Estaduais, é preciso repetir que os recursos de vinculação e repasses regulares são imprescindíveis para o desenvolvimento regional, a superação das assimetrias e o fortalecimento de todo o sistema de ciência e tecnologia do Brasil", alertou a presidente do Confap.
Programa Centelha
O secretário de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do MCTIC, Álvaro Prata, ressaltou que o programa Centelha vai estimular e empoderar ainda mais o empreendedorismo de base tecnológica. "Queremos com o programa, que aqueles que fazem ciência, aqueles que se preocupam com o avanço científico, que se preocupam com a ciência a serviço da sociedade, a ciência que pode e deve gerar riqueza para a nação e ser um dos importantes pilares de nosso desenvolvimento econômico e social, que possam mais e mais perceber que há vida virtuosa também na atividade empreendedora, na criação de novos negócios, de novas empresas e na criação de startups. Isso é o Programa Centelha", disse Prata.
O presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mário Neto Borges, comentou que "esse Confap tem um ar especial da força da professora Maria Zaira Turchi por ter trazido para Goiás todo o poder da ciência oficial, o Ministério, Finep, CNPq e isso mostra o carinho do ministro e o carinho das agências com o Confap, a partir da gestão do ministro Kassab". Anunciou que, na semana passada, na nova proposta do orçamento de custeio e investimento previsto para o MCTIC em 2018, "o orçamento do CNPq voltou aos níveis desejados que estavam sendo batalhados e saímos daquela dificuldade de redução de recursos do orçamento para a área graças ao esforço do ministro e da comunidade na mobilização positiva que foi fundamental".
O presidente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Marcos Cintra, ressaltou a grande parceria entre as FAPs e a Finep, seja com o Inova Cred ou o Tecnova. Para ele, "as FAPs pela sua capilaridade, o Confap pela sua capacidade de coordenar esses trabalhos, têm sido capazes de fazer com que os valores implícitos na busca de um dinamismo, na busca de progresso, na busca de desenvolvimento, na busca sobretudo de um dinamismo tecnológico e científico fossem fundamentais para o sucesso e para o levantamento de uma bandeira de um Brasil moderno".
Fundo Newton
O evento contou, ainda, com a assinatura do 1º Adendo ao Memorando de Entendimento entre o Governo do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte referente ao Fundo Newton e o Confap. O documento foi assinado pelo embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan e a presidente do Confap, Maria Zaira Turchi, e teve como testemunhas o governador Marconi Perillo e o ministro Kassab. O Fundo Newton é um fundo do governo britânico que visa desenvolver parcerias em ciência, tecnologia e inovação para promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar em países emergentes. O embaixador ressaltou ser esta uma "parceria muito produtiva e que a assinatura vai renovar e garantir recursos para pelo menos mais quatro anos". Disse ser enorme o leque de abrangências de pesquisas que esta parceria atende, desde biodiversidade, mudanças climáticas, resistência microbiana, agricultura e vários desafios globais que proporcionam o desenvolvimento social e econômico. Disse que está sendo estudada a ideia de se criar em 2018 o Ano de Ciência Brasil e Reino Unido.
Pesquisadora recebe comenda
A pesquisadora Celina Turchi foi homenageada durante a solenidade com a comenda do Mérito Anhanguera que tem como finalidade agraciar personalidades e corporações militares por seus relevantes serviços, ações ou méritos excepcionais prestados à sociedade. A pesquisadora desenvolveu um importante papel na investigação dos casos de microcefalia e a relação com o vírus Zika. A entrega foi feita pelo governador Marconi Perillo. A pesquisadora agradeceu ao governador Marconi pelo incentivo, apoio e reconhecimento que ele tem prestado à ciência brasileira.
Reconhecimento
O ministro Gilberto Kassab disse ser gratificante poder, como político, como ministro, reaproximar da academia e oferecer parcerias, instrumentos para que os pesquisadores possam realizar seus projetos e propostas. ¿Quero dizer que eu acredito que nesse novo Brasil, essa parceria está no rumo certo, porque infelizmente no Brasil a pesquisa, a ciência, a inovação, têm poucas parcerias com o mundo político e isso dificulta sobremaneira o trabalho para angariar recursos no apoio aos projetos, especialmente hoje, onde somos obrigados a conviver com a Lei do Teto. Estamos no rumo certo aprendendo a nos mobilizar¿. Ele ressaltou que o grande poder da comunidade científica, o grande parceiro, são os meios de comunicação e a sociedade.
Por fim, o governador Marconi Perillo disse homenagear todos os pesquisadores brasileiros ao prestar homenagem à pesquisadora Celina Turchi. Falou da criação da Fapeg e dos investimentos em pesquisa em Goiás. Disse que se sente honrado pela comunidade científica ter elegido a professora Zaira para a presidência do Confap, "uma mulher guerreira, grande pesquisadora, grande gestora pública, idealista, focada no que faz, e isso orgulha a todos nós goianos, porque a professora realmente faz o que pode para que a pesquisa cresça e engrandeça o País".
Com informações da Assessoria de Comunicação Social da Fapeg e Confap.
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Seg, 06 Nov 2017 13:54:00 -0200
Integridade na atividade científica é tema de palestra no CNPq
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) promove, na próxima terça-feira, 7, a palestra "Integridade Científica", ministrada pela Professora da Universidade de Brasília (UnB), Dirce Bellezi Guilhem.
A palestra será aberta pelo presidente do CNPq, Mario Neto Borges, e precede a reunião da Comissão de Integridade do CNPq, presidida pela Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini, que acontecerá no mesmo dia. Um breve resumo das atividades da Comissão será apresentado pela Diretora antes da palestra da Profª Dirce.
A Comissão tem como funções coordenar ações preventivas e educativas sobre a integridade da pesquisa realizada ou publicada por pesquisadores em atividade no Brasil e examinar situações em que haja dúvidas fundamentadas quanto à integridade da pesquisa realizada ou publicada por pesquisadores apoiados pelo CNPq.
A palestrante
Bolsista de Produtividade em Pesquisa 1D do CNPq, Dirce é graduada em Enfermagem, pela Faculdade Adventista de Enfermagem (1978), atual Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), mestre em Psicologia Social e do Trabalho pela Universidade de Brasília (1994), doutora em Ciências da Saúde (Bioética) pela Universidade de Brasília (2000), pós-doutora em Bioética e Ética em Pesquisa com Seres Humanos pela Facultad Latinoamerica de Ciencias Sociales (FLACSO-Argentina) em pareceria com a Albert Einstein College of Medicine, USA (2003) e pós-doutora em Bioética pela Universidad Complutense de Madrid (2009). Professora titular e pesquisadora da Universidade de Brasília, coordenadora do Laboratório de Bioética, Ética em Pesquisa e Integridade Científica, orientadora dos Programas de Pós-Graduação em Ciências da Saúde e Enfermagem da UnB.
Serviço
Palestra Integridade Científica
Dia: 07/11/2017
Horário: 9h30
Local: Auditório do CNPq - SHIS QI 1 Ed. Santos Dumont - Brasília/DF
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Sex, 03 Nov 2017 16:51:00 -0200
Pesquisa explica os efeitos deletérios da inatividade física no sistema vascular
Pesquisa desenvolvida pelo doutorando André L. Teixeira e orientado pelo professor Lauro Vianna, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), recebeu este ano o prêmio International Early Career Physiologist Travel Award, da Sociedade Americana de Fisiologia. O trabalho foi desenvolvido no Laboratório NeuroVASQ - Fisiologia Integrativa da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB), onde ambos realizam suas atividades.

Prof. Lauro com o doutorando André, em abril deste ano, em Chicago, durante o Congresso de Experimental Biology, onde foram apresentados os resultados do estudo
O estudo teve como principal objetivo investigar o mecanismo fisiológico que a inatividade física provoca disfunção vascular nos membros inferiores em seres humanos. Os resultados demonstram que a disfunção vascular provocada por inatividade física pode ser prevenida por aumento no estresse de cisalhamento (a força que o sangue exerce sobre parede do vaso quando este flui). Desta forma, a redução do estresse de cisalhamento mediado por reduções no fluxo sanguíneo durante o período de inatividade física pode ser um importante mecanismo que explica os efeitos deletérios da inatividade física no sistema vascular.
Com financiamento do CNPq, CAPES e FAP-DF, a pesquisa foi realizada em colaboração com o Dr. Jaume Padilla, da Universidade de Missouri - Columbia, EUA, e publicada no mais importante periódico da área de Fisiologia do Exercício do mundo, o 'Journal of Applied Physiology'. Veja o artigo completo em http://jap.physiology.org/content/123/1/49.long
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qua, 01 Nov 2017 17:11:00 -0200
CNPq e ITA firmam acordo para implantação do Doutorado Acadêmico Industrial
Criado há quatro anos, em projeto piloto com a Universidade Federal do ABC (UFABC), o programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Doutorado Acadêmico Industrial (DAI) ganhou mais uma parceria nesta quarta-feira, 01. O CNPq assinou, hoje, acordo de cooperação com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) para implantação de 10 bolsas de doutorado no âmbito do Programa.
A proposta é desenvolver projetos que resultem de um período passado pelo aluno em laboratórios e centros de pesquisa de empresas e indústrias privadas ou públicas. Após a elaboração e aprovação do estudo desenvolvido nessa fase inicial (Pré-Doutorado), o aluno é matriculado no curso regular vinculado ao DAI. O diploma dos ingressantes por esse sistema é idêntico ao dos demais alunos que passam pelos processos seletivos tradicionais dos programas de pós-graduação da Universidade.
"O Acordo com o ITA, para o projeto do DAI ganha um destaque especial por trazer a EMBRAER como a empresa parceira do projeto. Dessa forma, três instituições de reconhecida competência nacional e internacional juntam forças em benefício da inovação no País", afirmou o presidente do CNPq, Mario Neto Borges.
História
O programa com a UFABC foi pioneiro, com 20 bolsas concedidas nessa primeira experiência. A primeira tese foi defendida em agosto deste ano. Este ano, o acordo foi renovado com o CNPq até 2023.
"O programa estimula o desenvolvimento de linhas de pesquisas integradas aos desafios do segmento industrial mantendo a perspectiva de produção científica de alto impacto", explicou o diretor de Cooperação Institucional do CNPq, José Ricardo de Santana.
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Ter, 31 Out 2017 18:04:00 -0200
Alemanha e Brasil apostam em bioeconomia
Países realizam Diálogo em São Paulo para discutir pesquisas mais recentes e áreas de interesse mútuo, como produção de alimentos, medicamentos, química verde e energia.
As estratégias e políticas que o Brasil e a Alemanha estão adotando para desenvolver a bioeconomia, bem como os avanços da ciência e tecnologia na área, estarão na pauta das discussões do 6º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação nos dias 8 e 9 de novembro, em São Paulo, com a participação de pesquisadores renomados, tomadores de decisão e representantes de empresas de ambos os países. O tema desta edição é ¿Bioeconomy: Research and Innovation Shaping the New Biobased Economy¿.
Realizado pelo Centro Alemão de Ciência e Inovação ¿ São Paulo (DWIH-SP), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o evento será precedido por uma reunião interministerial, entre os dois países, em Campinas (SP), no dia 7 de novembro, no âmbito da parceria Brasil-Alemanha em bioeconomia, acertada pelos dois países em 2015.
A diretora do DWIH-SP, Martina Schulze, ressalta a importância do evento: ¿A Alemanha e o Brasil decidiram investir conjuntamente em projetos relacionados à bioeconomia e promovem neste Diálogo uma oportunidade de levar essa discussão a um alto nível, envolvendo a comunidade científica, empresas e governo de ambos os países¿. Ela lembra que a bioeconomia tem potencial para solucionar os desafios mais urgentes da sociedade: produção de alimentos, segurança alimentar e o uso racional da biomassa. ¿Devido à sua abordagem econômica inovadora e abrangente, a bioeconomia, com o uso eficiente dos recursos biológicos, é uma forma de garantir um desenvolvimento sustentável e um futuro socialmente justo¿, reforça.
Para o diretor científico da FAPESP, Carlos Henrique de Brito Cruz, a série Diálogo Brasil-Alemanha facilita o progresso da colaboração em pesquisa entre cientistas da Alemanha e do Brasil. ¿Para a FAPESP, a oportunidade é ótima, pois permite mobilizar os acordos que temos com importantes agências alemãs de financiamento à pesquisa, como DFG, DAAD e StMBW e BMBF, para o apoio a projetos ousados com cientistas em São Paulo e na Alemanha¿, destacou.
No painel que discutirá as estratégias e políticas na área, representantes dos ministérios que cuidam da pasta de ciência e tecnologia de cada país irão relatar suas ações na área. Pela Alemanha, falará Andrea Noske, chefe da Divisão de Bioeconomia do Ministério da Educação e Pesquisa da Alemanha (BMBF), enquanto Bruno Nunes, coordenador geral de Bioeconomia do MCTIC, apresentará as ações brasileiras.
Alinhamento científico ¿ Dois renomados especialistas da área, Georg Backhaus (diretor do Instituto Julius Kühn Institute) e Paulo Arruda (coordenador do Laboratório de Estudo da Regulação da Expressão Gênica da Unicamp), serão os keynote speakers. Eles abrirão a parte científica do Diálogo. No dia seguinte, dois painéis abordarão os temas: ¿produção sustentável de alimentos e bioprodutos¿ e ¿aplicação técnica de biomassa e bioenergia¿. Ambos terão a participação de cerca de 20 cientistas.
A abertura do evento contará com a presença do presidente da FAPESP, José Goldemberg; da diretora do DWIH-SP, Martina Schulze; do embaixador da Alemanha, Georg Witschel; e do chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do MCTIC, Luís Felipe Fortuna, além de autoridades do Estado de São Paulo.
São parceiros do 6º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação: Ministério das Relações Externas e Ministério de Educação e Pesquisa da Alemanha, Leibniz Association, Fraunhofer e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Apoiam o evento: Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK), Associação de Engenheiros Brasil-Alemanha (VDI), e as fundações Konrad Adenauer e Friedrich Naumann.
Serviço: O 6º Diálogo Brasil-Alemanha de Ciência, Pesquisa e Inovação será realizado nos dias 8 e 9 de novembro, na sede da FAPESP, em São Paulo (Rua Pio, XI, 1500, Alto da Lapa). Programação e inscrições neste link: www.fapesp.br/eventos/6dialogue.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Seg, 30 Out 2017 13:19:00 -0200
Baía de Todos os Santos é tema de pesquisa apoiada pelo CNPq
Estudos brasileiros que buscam soluções para remediar áreas costeiras afetadas por derramamentos de petróleo e seus derivados, em particular na Baía de Todos os Santos (BA), resultaram em um capítulo em importante publicação internacional, o livro Oil Spill Environmental Forensics Case Studies (Estudos de Casos Forenses Ambientais de Derrames de Petróleo).
A obra, organizada pelos cientistas Scott Stout e Zhendi Wang, que reúne estudos de vários países, conta com o artigo Investigation of Hydrocarbon Sources and Biotechnologies Applications in Todos os Santos Bay, Brazl (Investigação de Fontes de Hidrocarbonetos e Aplicações de Biotecnologias na Baía de Todos os Santos, Brasil), de autoria de pesquisadores vinculados ao Centro de Excelência em Geoquímica do Petróleo do Instituto de Geociências (IGEO - Universidade Federal da Bahia - UFBA), incluindo bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).O estudo apresentado relata mais de uma década de trabalho do Grupo de Pesquisa "Remediação de Áreas Impactadas por Petróleo", credenciado pelo CNPq e liderado pela professora Olívia Maria Cordeiro de Oliveira, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq nível 2. O artigo é assinado, também, pelos pesquisadores Antônio Fernando de Souza Queiroz (bolsista PQ 2 do CNPq), Ícaro Thiago Andrade Moreira, Danúsia Ferreira Lima (ex-bolsista do CNPq, no mestrado), Carine Santana Silva (bolsista de doutorado do CNPq) e a colombiana Claudia Yolanda Reyes.
Em 2015, esse grupo recebeu uma Menção Honrosa do Prêmio Mercosul de Ciência e Tecnologia, do CNPq/MCTIC, com o trabalho "Desenvolvimento de multibioprocesso de remedição aplicável em áreas costeiras impactadas por atividades petrolíferas ¿ dembpetro".
De acordo com a Olívia Oliveira, "o foco são estudos geoquímicos marinhos que embasam e fundamentam processos a fim de desenvolver bioprodutos de remediação, a nível laboratorial e de bancada", informa. E continua: "Espera-se que, se as técnicas biotecnológicas forem utilizadas de uma forma sequenciada, aumentará significativamente a degradação das diferentes concentrações e composições do petróleo, em menores tempos", conclui a professora.
A relevância dos estudos está no fato de levar em conta uma das mais importantes baias navegáveis da nossa costa tropica, a Baía de Todos os Santos (BTS). Além disso, ela está cercada por uma das maiores áreas metropolitanas do país, onde vivem cerca de 3,6 milhões de habitantes que desenvolvem atividades de pesca, culturais e desportivas, em meio a uma densa industrialização, que impacta na degradação dos ecossistemas costeiros.
Atualmente, a Baía abriga o maior complexo petroquímico do hemisfério sul; indústrias associadas com produtos químicos, metais, alimentos e fertilizantes, além de grandes portos para exportação de produção nacional, explicou a professora.
Mais de dez anos de pesquisa
A titulação "Centro de Excelência em Geoquímica do Petróleo" foi dada ao complexo instrumental/analítico do Laboratório de Estudos do Petróleo (LEPETRO) do Instituto de Geociências, em 2014, conta a professora, lembrando que as pesquisas que embasam a publicação começaram a ser desenvolvidas desde 2001 na infraestrutura laboratorial.

Profª Olívia Maria Cordeiro de Oliveira, da UFBA, e coordenadora do grupo de pesquisa
Naquele ano, a viabilidade das pesquisas se consolidaram a partir da concessão de recursos para a execução de projetos, direcionadas para a área da Geoquímica do Petróleo, quando integrou cientistas das Regiões Norte-Nordeste e Sudeste, que estiveram reunidos entre 2001 e 2014 na Rede Cooperativa em Recuperação de Áreas Impactadas por Atividades Petrolíferas-RECUPETRO, custeada pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP-CT-Petro-CNPq), contando ainda com apoio financeiro da Petrobras.
A RECUPETRO reuniu mais de 200 pesquisadores de diversas instituições científicas e tecnológicas do país, o que favoreceu sua articulação em nível nacional e internacional. Em 2007, a Petrobras, reconhecendo a competência técnica do grupo de pesquisadores, do Instituto de Geociências da UFBA, apoiou a construção de um espaço que permitiu ampliar o parque analítico do núcleo, tornando-o um centro de apoio técnico e científico às atividades da empresa na Região Nordeste. Em 2009, o grupo foi credenciado junto à ANP, ratificando a competência relacionada com 'Temas Transversais', e evidenciando seu caráter multidisciplinar.
Em 2010, foi firmado um convênio para desenvolvimento do projeto 'Ampliação e Implementação de Infraestrutura do Laboratório de Estudos do Petróleo (LEPETRO), Região Nordeste do Brasil', permitindo ampliação da sua área física. Recursos oriundos de Projetos financiados pelo CNPq, a exemplo do 'Desenvolvimento de multibioprocesso de remedição aplicável em áreas costeiras impactadas por atividades petrolíferas ¿ DEMBPETRO' têm gerado pesquisas especializadas e direcionadas às temáticas de exploração e meio ambiente. Em 2011, foi firmado convênio para desenvolvimento do Projeto PETROTECMANGUE-BASUL. Tais projetos geraram dissertações de mestrado, teses de doutorado, livros, patentes e etc., a exemplo daquelas divulgadas no capítulo que será publicado.
Em 2014, foi assinado outro convênio para o desenvolvimento do projeto 'Formação do Centro de Excelência em Geoquímica do Petróleo do IGEO/UFBA-GEOQPETROL', que permitiu a ampliação de pesquisas na área de exploração, notadamente voltadas para os estudos geológicos, de geoquímica orgânica e da modelagem geoquímica de sistemas petrolíferos, em bacias sedimentares brasileiras. Parte desses estudos tiveram uma vertente de investigação em parceria com o Centre for Offshore Oil and Gas Environmental Research (COOGER) do Governo Canadense, em forma de parceria estabelecida com fins de integração e cooperação técnica / acadêmica.
Coordenação de Comunicação do CNPq com informações da UFBA
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Sex, 27 Out 2017 19:19:00 -0200
CNPq recebe delegação do Reino Unido
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico (CNPq) recebeu, nessa quinta-feira, 26, uma delegação do Reino Unido para discutir oportunidades que visam intensificar a cooperação entre pesquisadores e instituições brasileiras e britânicas, em especial, por meio do Programa INCT e do Programa Inova Global.
A delegação foi composta por representantes da UUKi ¿ Universities UK International, University of Birmingham e University of Southampton, além de representante da Embaixada do Reino Unido em Brasília.
Na reunião, também foram tratados outros pontos como mobilidade, ampliação de parcerias internacionais, participação de pesquisadores visitantes e a programação de visita de delegação brasileira ao Reino Unido, composta por coordenadores de projetos.

Estiveram presentes na reunião, por parte do CNPq, representantes da Diretoria de Cooperação Institucional, Coordenação-Geral de Cooperação Nacional e Coordenação-Geral de Cooperação Internacional.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qui, 26 Out 2017 17:58:00 -0200
CNPq e IEL divulgam Chamada do Programa INOVA TEC
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL), e com o apoio do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC), divulgam a Chamada Pública para o Programa INOVA TEC.
A Chamada é fruto de acordo de parceria firmado entre o IEL e o CNPq e tem por objetivo a implantação do Programa INOVA TEC.
Tal Programa pretende fomentar a participação de estudantes de graduação em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação ¿ PD&I de interesse do setor empresarial, em parceria com instituições de ensino superior e empresas.
O Programa concederá até 200 bolsas de Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI) do CNPq para estudantes regularmente matriculados em curso superior e/ou superior tecnológico, além de auxílios à pesquisa aos professores (coordenadores de projeto).
As empresas serão responsáveis pelo custeio integral dos auxílios aos projetos, no valor de R$ 4.800, para despesas de custeio e capital.
As propostas podem ser submetidas a partir do dia 30 de outubro, com prazo até 17 de janeiro de 2018*, por meio do site http://www.portaldaindustria.com.br/iel/canais/inova-tec/.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
*matéria atualizada em 15/12/2017 às 15h50
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Qua, 25 Out 2017 19:19:00 -0200
Audiência pública debate a fuga de capital humano da ciência
Os motivos para a fuga de capital humano do Brasil, ação conhecida como "fuga de cérebros", foram tema de audiência pública da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT) nesta quarta-feira (25). Participantes do debate apontaram que a falta de investimentos e a burocracia na aprovação de projetos científicos resultam na fuga de cérebros para outros países e impedem o desenvolvimento do Brasil.
Presidida pelo Senador Cristovam Buarque (PPS-DF), a audiência teve como convidados presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges; Denise Neddermeyer, assessora da presidência da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMPRAPII), Roberto Nicolsky, diretor-presidente da Sociedade Brasileira Pró-Inovação Tecnológica (PROTEC); e Tadao Takahashi, Diretor-Geral do Projeto I-2030.

Senador Cristovam Buarque e convidados debatem a "fuga de cérebros" em audiência pública no Senado Federal
A expressão "fuga de cérebros" refere-se à emigração de profissionais qualificados em busca de melhores condições em outros países. O corte drástico no orçamento da ciência, tecnologia e inovação, a partir de 2016, contribuiu para essa evasão, segundo o presidente do CNPq.
Quando há recursos, de acordo com Mário, o brasileiro se destaca no campo científico. Ele citou como exemplo o reconhecimento da professora Celina Turchi, da Fiocruz de Pernambuco, como uma das dez personalidades da ciência mundial listadas pela revista britânica Nature, pelo seu trabalho sobre o vírus zika e a microcefalia.
"O Brasil foi capaz de equacionar o problema do vírus da zika com apenas dois anos de pesquisa e investimento em cima disso. Nós somos bons, no Brasil, em futebol e ciência. Só que futebol não precisa de dinheiro, agora, ciência precisa", disse o presidente da CNPq.

Presidente do CNPq, Mario Neto Borges
O senador Cristovam, que pediu a realização da audiência, lamentou que o governo não priorize a Ciência para manter profissionais no país.
"A Alfândega não deixa sair pedras preciosas, mas deixa sair cérebros de cientistas e, é óbvio, que a gente não vai impedir com força. A gente tem que pensar o que está acontecendo para que eles estejam indo embora e fazer com que eles queiram ficar aqui", afirmou.
Para Mario Neto Borges, é importante reforçar que há uma diferença entre mobilidade do pesquisador e internacionalização da ciência brasileira e a fuga de cérebros. "A mobilidade é importante. Mas precisamos prevenir a fuga de cérebros", afirmou.
Além disso, o presidente do CNPq apontou outra questão importante: "Não é só em quantidade que estamos perdendo, mas a qualidade. É o nosso ouro que está indo", lamentou.
Segundo Tadao Takahashi, a injustiça social é a segunda causa de emigração de cientistas. "Na verdade, o problema do cientista, ou do engenheiro, ou do médico que quer sair, não é só de carreira. É o entorno social no qual ele vive e que vai ficando intolerável e vai fazendo com que ele comece a pensar que exista algum lugar melhor onde ele pode conciliar a vida pessoal com a vida profissional", disse.
Takahashi apresentou, ainda, dados que mostram como os países mais desenvolvidos estão quanto à perda de capital humano. Segundo ele, a perda do Brasil é moderada, em comparação a outros países, mas a diferença é que o país não ganha. Ele citou países como Alemanha e Grã-Bretanha, que também tem alguma saída de pessoas altamente capacitadas, mas, em compensação, recebe muitos profissionais de alto nível para atuar em suas instituições.
No entanto, apesar de um cenário negativo de saída de nomes de ponta, Takahashi alerta que o ideal não é tomar iniciativas de intervenção, mas de prevenção. "A intervenção é ineficaz", pondera. "O importante é que, ficando no Brasil ou indo para o exterior, o profissional se mantenha integrado ao Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia", completou.
A descontinuidade das pesquisas por conta de troca de governo foi criticada pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), presente na audiência. ¿Nós não podemos mudar uma meta estabelecida para 20-30 anos. O problema é que muda governo, muda política. Não dá para se mudar de política conforme a cabeça do governante de plantão¿, disse.
Aziz ainda apresentou uma proposta que seria destinar 1% dos 4% que as indústrias precisam destinar a programas de pesquisa e desenvolvimento, para ser direcionado diretamente nas universidades. "Sem conhecimento não há desenvolvimento", sentenciou.
Cristovam Buarque afirmou ainda que vai requerer uma discussão aprofundada do tema no Plenário do Senado.
Ciência sem Fronteiras
Questionados sobre o programa Ciência sem Fronteiras, os senadores e convidados apresentaram os pontos positivos e negativos.
Omar Aziz usou o programa para exemplificar a necessidade de reflexão na reivindicação por um orçamento maior. "Porque não adianta discutirmos a falta de recursos, se, quando tem, é mal investido", apontou, afirmando que os investimentos no Ciência sem Fronteiras teve pouco resultado diante do montante investido.
Em relação a essa crítica, Denise Neddermeyer, na época do programa, diretora da CAPES, uma das executoras da ação, ponderou que a ação teve, também, muitos pontos positivos. "Foi uma oportunidade única para muitos estudantes", afirmou. "Conseguimos expor no exterior muito do que temos de bom no campo da ciência, os estudantes não deixaram a desejar. Temos muito que aprender com essa experiência", disse.
Para ela, é o caso de pensar como melhorar, conscientes de que investimento em educação não é imediato. "Veremos o resultado daqui uns anos", concluiu.
Já Cristovam Buarque admitiu que foi muito entusiasta do programa, mas mudou de opinião ao perceber que o programa trabalhou mais como escada social do que alavanca para o desenvolvimento científico, que é o papel da ciência.
Mario Neto Borges ponderou que o programa foi criado com tempo de duração e teve méritos, mas, também, teve equívocos fundamentais que precisam ser corrigidos. Segundo o presidente do CNPq, um dos erros foi estabelecer uma meta numérica. Para ele, ciência e tecnologia precisa ser pelo mérito e não pela quantidade. "Das qualidades do programa, estamos restabelecendo dois programas, o Bolsa Jovem Talentos (BJT), junto com a Embrapii, e o programa pesquisador visitante especial, que trouxe grandes nomes da ciência mundial", informou.
Coordenação de Comunicação do CNPq, com informações da Agência Senado
Fotos: Geraldo Magela/Agência Senado