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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Sex, 06 Out 2017 17:13:00 -0300
Chamada seleciona projetos de empreendimentos econômicos solidários
Uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e o Ministério do Trabalho e Emprego - MTb, destinará R$ 4 milhões para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e extensão de incubadoras tecnológicas de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES).
A Chamada foi lançada nesta sexta-feira, 6, e a submissão de propostas vai até 6 de novembro deste ano.
Dentre os objetivos da iniciativa, estão: construir referencial conceitual e metodológico acerca de processos de incubação e de acompanhamento de EES pós-incubação; estimular o aprimoramento das metodologias de incubação de EES articuladas a processos de desenvolvimento territorial e regional; desenvolver processos de incubação de EES e/ou de redes de cooperação; capacitar, no âmbito da economia solidária, docentes, técnicos, discentes e participantes dos projetos incubados; e promover a articulação entre as atividades de pesquisa, desenvolvimento e aplicação de tecnologia social e as políticas públicas de fomento à economia solidária.
Os projetos terão o valor máximo de financiamento de até R$ 100 mil, incluindo o montante destinado a bolsas, que serão concedidas nas modalidades de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI-A, DTI-B e DTI-C); de Iniciação Tecnológica e Industrial nível A (ITI-A e ITI-B); de Extensão no País - EXP (EXP-A, EXP-B e EXP-C), e de Apoio Técnico em Extensão no País (ATP-A e ATPB).
Mais informações na Chamada disponível na internet, no Portal do CNPq.
Coordenação de Comunicação Social
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Qua, 04 Out 2017 19:48:00 -0300
CNPq e Universidade Federal do Mato Grosso do Sul apostam em inovação
Uma parceria pioneira com foco na inovação é a proposta do protocolo de intenções assinado nesta quarta-feira, 4, entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). O documento, assinado pelo presidente do CNPq, Mario Neto Borges, e o reitor da universidade, Marcelo Turine, prevê a implantação de três programas: Programa de Pesquisador Visitante (Estrangeiro e Nacional); Programa de Bolsa de Doutorado em Inovação na Indústria; Programa de Bolsa de Mestrado em Inovação na Indústria; e Programa de Iniciação em Empreendedorismo e Inovação.
Para essas iniciativas, o CNPq concederá, neste primeiro momento, 35 bolsas, sendo 20 de Iniciação Tecnológica e Industrial (ITI), 10 de mestrado e 5 de doutorado. Pela UFMS, serão contratados 20 pesquisadores visitantes por meio de concurso a ser lançado em breve.
O diferencial, conforme explicou Mario Neto, é o vínculo das bolsas a projetos que estejam diretamente relacionados à busca de soluções para problemas apresentados por empresas da região. "Essa iniciativa é importante para servir de exemplo para todo o país para que possamos criar uma cultura não só científica, mas de inovação e empreendedorismo entre os jovens" ressaltou o presidente do CNPq.
Para Mario Neto, a construção dessa cultura é fundamental para que a sociedade entenda a importância do investimento em ciência, tecnologia e inovação. "A ciência ainda não é um valor para a população, como é a saúde, a educação e a segurança, por exemplo. Mas é porque eles não entendem que os problemas nessas áreas são resolvidos justamente com pesquisa científica, tecnológica e inovadora", ponderou.
Para o reitor da UFMS, a ideia é justamente mostrar que é possível construir um país mais competitivo e mais sustentável por meio do investimento em inovação. "A educação é imprescindível, mas sem inovação, não se sustenta", afirmou Turine.
Estiveram presentes na cerimônia de assinatura, o Diretor de Cooperação Institucional do CNPq, José Ricardo Santana, a Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini; os coordenadores do CNPq, Cláudio Valério (Coordenação-geral de Cooperação Nacional) e Marcio Ramos (Coordenação do Programa de Capacitação Tecnológica e Competitividade); a vice-reitora da UFMS, Profª Camila Celeste Brandão Ferreira Ítavo; o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação (PROPP), Nalvo Franco de Almeida Junior; o secretário-executivo da Andifes, Gustavo Balduino; e o Diretor-Superintendente do Sebrae/MS, Cláudio George Mendonça; além do Deputado Dagoberto Nogueira Filho.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Ter, 03 Out 2017 17:10:00 -0300
Presidente do CNPq defende financiamento para a ciência
A crise econômica e os cortes sucessivos de orçamento são alguns dos fatores responsáveis por uma realidade preocupante: pesquisadores de todo o país estão com dificuldades para iniciar ou dar seguimento a projetos científicos desenvolvidos em universidades e centros de pesquisa. O que fazer para driblar este cenário adverso para a ciência nacional? Qual a perspectiva das grandes agências de fomento nacionais? Para responder essas e muitas outras perguntas, o Núcleo de Estudos Avançados do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) convidou uma das figuras mais destacadas no panorama da ciência brasileira: o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges. O engenheiro elétrico de formação, que assumiu o cargo em um dos contextos mais desafiadores enfrentados pelo setor nas últimas décadas, ministrou a palestra CNPq, presente e futuro da ciência brasileira. Realizada no dia 29 de setembro, na Tenda da Ciência Virgínia Schall, a iniciativa foi realizada em parceria com a Presidência da Fiocruz. A sessão integrou a cerimônia de entrega do Prêmio Anual IOC de Teses Alexandre Peixoto, em edição associada ao Centro de Estudos do IOC, como encerramento da programação da Semana da Pós-graduação Stricto sensu do Instituto. Durante o evento, o presidente do CNPq garantiu o pagamento das bolsas previstas até o final de 2017 - uma fala capaz de tranquilizar cientistas e estudantes nos quatro cantos do país.

O diretor do IOC/Fiocruz, José Paulo Gagliardi Leite, abriu a sessão ressaltando a importância de se ter o CNPq como um aliado na batalha contra o não-sucateamento da ciência brasileira. "O Mario tem demonstrado muita boa vontade para lutar em prol da nossa ciência. Por isso, conte com o IOC e a Fiocruz nessa trajetória. Olhar para a plateia e vê-la repleta de jovens, deixa claro que devemos lutar para que eles tenham a oportunidade de construir um país melhor", declarou, destacando os riscos relacionados aos cortes orçamentários da ordem de 40% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. "A Fiocruz, assim como o CNPq, também trabalha com a perspectiva de que recursos para a ciência e tecnologia não podem ser vistos como gastos, e sim como investimentos no futuro do país", salientou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. Coordenador do Núcleo de Estudos Avançados do IOC, Renato Cordeiro destacou que o corte de 44% no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) poderá levar ao não pagamento das bolsas de pós-graduação, bolsas de iniciação científica e desconstruir programas de pesquisa em universidades e institutos de pesquisa no país. "A desmotivação dos estudantes é dramática e poderemos ser testemunhas de uma das maiores diásporas científicas da América Latina", avaliou.
Antes abordar temas como corte orçamentário e pagamento de bolsas, Mario Neto esclareceu os motivos que o fizeram aceitar o convite do MCTIC para assumir a presidência do Conselho, no momento em que o país passa por sérias recessões orçamentárias, que impactam diretamente nas atividades das agências de fomento. "Todo mundo pensou que eu fosse louco. Mas as perspectivas são positivas. Afinal, os momentos de crise nos levam a ser criativos e a buscar opções para que possamos obter novas fontes de financiamento, por meio de parcerias com outros ministérios, com os estados, agências e empresas", comentou, ressaltando que "o desafio é realmente contornar as restrições e voltar a colocar o CNPq como principal agência de fomento à ciência no Brasil".
O presidente chamou atenção, ainda, para os instrumentos que envolvem o fomento à ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e apresentou uma nova chamada do CNPq voltada para o setor empresarial. Segundo ele, a iniciativa consiste em uma ação de estímulo ao desenvolvimento tecnológico, que busca elevar a interação de empresas com instituições científicas, além de ampliar a participação do setor privado no aporte de recursos em CT&I. "O edital está direcionado também para a capacitação de recursos humanos e para apoio a ações de divulgação científica, tecnológica e de inovação, área em que, por sinal, estamos bem carentes", sinalizou.
Durante sua palestra, também foram apresentados projetos voltados para a formação de recursos humanos no contexto de promoção da parceria entre academia e empresas. Segundo Mario Neto, um desses projetos é o Programa de Doutorado Acadêmico Industrial, que consiste em uma parceria entre o CNPq e a Universidade Federal do ABC (UFABC), cujo objetivo é favorecer estudantes interessados em desenvolver projetos para o setor industrial. "No Programa, os alunos desenvolverão suas pesquisas concomitantemente em laboratórios e centros de pesquisa de empresas e indústrias. A proposta está em oferecer ao doutorando, além de aprendizado durante a produção científica e a defesa da tese, a oportunidade de gerar, ao final, um produto que possa ser aplicado no setor produtivo", esclareceu, acrescentando que "as agências de fomento precisam investir nessa relação empresa-academia, uma vez que, em um futuro próximo, as universidades não absorverão todos os egressos das pós-graduações Stricto sensu".
Outras propostas com o mesmo viés - formação de recursos humanos no âmbito da parceria entre academia e empresa - foram apresentadas pelo presidente. Dentre elas, a Bolsa Jovem Talento, criada no programa Ciência sem Fronteiras e reeditada este ano com foco na inovação, e o Programa de Agentes Locais de Inovação (ALIs), que renovou a parceria CNPq-Sebrae, com a perspectiva de colocar, até 2020, mais de 2.800 agentes em campo.
Questionado sobre se o CNPq teria recursos para financiar as bolsas de estudo apenas até o fim de setembro, Mario Neto explicou que, no ano passado, o orçamento aprovado era de R$ 1,4 bilhões, uma soma do Tesouro Nacional e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Por conta do recurso da repatriação de bens que brasileiros tinham no exterior - cerca de R$ 2 bilhões - o governo federal destinou R$ 500 milhões ao CNPq. "Com a entrada desse recurso, pagamos vários compromissos de anos anteriores. O problema foi o contingenciamento de 44% em todos os ministérios no primeiro semestre. Até o início de agosto tínhamos executado 52%. Então sobrava apenas 4%, percentual insuficiente para efetuar o próximo pagamento. Mas, no momento, não há perigo de corte. Até porque o Ministério ampliou o valor da meta do déficit, e a verba do CNPq está dentro deste montante. Fecharemos 2017 de forma tranquila. A preocupação agora é em relação a 2018", salientou. O presidente do CNPq também comentou sobre uma potencial mudança de procedimento: os pesquisadores 1A poderiam não mais estar aptos a concorrer com projetos em editais universais oferecidos pela agência.
Outro questionamento feito ao palestrante disse respeito ao orçamento destinado para os Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs), uma das mais destacadas iniciativas de fomento do CNPq. "A primeira parcela de 2016 já foi paga. Agora, estamos preparando o empenho da parcela de 2017", explicou. "Nossa grande preocupação é mostrar para a sociedade que a ciência é um valor, assim como saúde e educação", reforçou.
Fonte: IOC/Fiocruz
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Ter, 03 Out 2017 14:06:00 -0300
Bolsista do CNPq recebe a Comenda do Mérito Acadêmico das Universidades Brasileiras
Em sua primeira edição, a Comenda de Mérito Acadêmico das Universidades Brasileiras condecorou o Prof. Dr. Valdir Cechinel, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e vice-reitor de Pós-graduação, Pesquisa, Extensão e Cultura da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). A comenda foi criada pelo Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB) em maio deste ano.

Prof. Valdir Cechinel
A cerimônia de premiação aconteceu nessa segunda-feira, 2, durante a 6ª edição do Fórum de Reitores do CRUB, no campus da Univali em Balneário Camboriú (SC) e contou com a participação da Diretora de Engenharias, Ciências Exatas, Humanas e Sociais do CNPq, Adriana Tonini.

Diretora Adriana Tonini, no centro, e demais membros da comissão julgadora
Doutor em Química, Cechinel é professor da Univali desde 1995 e coordena a Rede Ibero-americana de Estudo e Aproveitamento Sustentável da Biodiversidade Regional de Interesse Farmacêutico (RIBIOFAR) e a Rede Iberoamericana de Investigação em Câncer (RIBECANCER), ambas do CYTED - Programa Ibero-Americano de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, um programa ibero-americano de cooperação multilateral científica e tecnológica voltado à inovação, do qual o organismo signatário brasileiro é representado pelo CNPq
A Comenda
O objetivo da condecoração é reconhecer anualmente, mediante votação, o profissional ou instituição, que por meio de sua colaboração e atuação na gestão educacional, no ensino, na pesquisa e na extensão, tenha produzido relevante contribuição à Educação Superior do País.
A comissão avaliadora de 2017 foi composta por, além da Diretora do CNPq, Adriana Tonini, representates do CRUB, da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias (ABRUC), da Associação de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (ABRUEM), da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES), da Associação Nacional das Universidades Particulares (ANUP), do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP) e do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Graduação (FORGRAD).
Coube à comissão definir os critérios de ponderação das inúmeras atividades desenvolvidas pelos candidatos, com a perspectiva de estabelecer um ranqueamento que refletisse de maneira justa e equilibrada as performances das personalidades acadêmicas indicadas.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Seg, 02 Out 2017 13:59:00 -0300
Frutas pouco conhecidas têm alto poder anti-inflamatório e antioxidante
As frutas conhecidas como bacupari-mirim, araçá-piranga, cereja-do-rio-grande, grumixama e ubajaí ainda não ganharam fama, nem espaço nos supermercados. Se depender de suas propriedades bioativas, em questão de tempo elas poderão estar não só disputando espaço nas gôndolas como ganhando posição no ranking dos alimentos da moda.
A grumixama é uma das frutas estudadas pelo grupo de pesquisadores
Além dos valores nutricionais, as cinco frutas nativas da Mata Atlântica têm elevadas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Foi o que verificou uma pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP) em parceria com a Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade de La Frontera, no Chile.
"Não havia muito conhecimento científico sobre as propriedades dessas frutas nativas. Agora, com os resultados do nosso estudo, a ideia é fazer com que elas sejam produzidas por agricultura familiar, ganhem escala e cheguem aos supermercados. Quem sabe elas não se tornam um novo açaí?", disse Severino Matias Alencar, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da Esalq, se referindo ao sucesso comercial da fruta amazônica com grande quantidade de antioxidantes e que hoje tem a polpa exportada pelo Brasil para vários países.
O estudo contou com o trabalho de bolsistas de Produtividade em Pesquisa (PQ) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Seus resultados foram publicados na revista PLOS ONE. Além de Alencar, bolsista PQ 1D do CNPq, também assinaram o artigo Pedro Luiz Rosalen, bolsista PQ 1B, além de outros três pesquisadores brasileiros.
No estudo, foram avaliados os compostos fenólicos - estruturas químicas que podem ter efeitos preventivos ou curativos - e os mecanismos anti-inflamatórios e antioxidantes do extrato de folhas, sementes e polpa de quatro frutas do gênero Eugenia e uma do gênero Garcinia: araçá-piranga (E. leitonii), cereja-do-rio-grande (E. involucrata), grumixama (E. brasiliensis), ubajaí (E. myrcianthes) e bacupari-mirim (Garcinia brasiliensis), todas típicas da Mata Atlântica.
Como elas são espécies difíceis de serem encontradas e algumas estão em risco de extinção, as plantas foram fornecidas por dois sítios localizados no interior de São Paulo. As duas propriedades comercializam as plantas com o objetivo de preservação da coleção. Um dos produtores possui a maior coleção de frutas nativas do Brasil, somando mais de 1,3 mil espécies plantadas.
"Começamos nosso estudo prospectando as propriedades bioativas das frutas, pois sabíamos que elas poderiam ter boa quantidade de antioxidantes, assim como são as chamadas 'berries' americanas, como o mirtilo, a amora e o próprio morango, muito conhecidas pela ciência. Mas nossas frutas nativas se mostraram ainda melhores", disse Alencar.
De acordo com o estudo, as espécies do gênero Eugenia têm um vasto potencial econômico e farmacológico evidenciado não só pelo número de publicações científicas, mas também pela exploração comercial de suas frutas comestíveis, madeira, óleos essenciais e uso como plantas ornamentais.
Elas são exemplos de alimentos funcionais, que, além das vitaminas e valores nutricionais, têm propriedades bioativas como o combate aos radicais livres - átomos instáveis e altamente reativos no organismo que se ligam a outros átomos, provocando danos como envelhecimento celular ou doenças.
"O organismo tem naturalmente antirradicais livres, que neutralizam e eliminam os radicais livres do corpo, sem causar dano. Porém, fatores como idade, estresse e alimentação podem promover um desequilíbrio nessa neutralização natural. Nesses casos, é preciso contar com elementos exógenos, ingerindo alimentos que tenham agentes antioxidantes como os flavonoides, as antocianinas do araçá-piranga e das outras frutas do gênero Eugenia", disse Pedro Rosalen, da Faculdade de Odontologia da Unicamp em Piracicaba.
O pesquisador ressalta que há cerca de 400 espécies pertencentes ao gênero Eugenia distribuídas pelo Brasil, incluindo várias espécies endêmicas. "Temos uma imensidão de frutas nativas com compostos bioativos que trariam benefícios para a saúde da população. É preciso estudá-las", disse.
Alencar é um dos pesquisadores do projeto "Bioprospecção de novas moléculas anti-inflamatórias de produtos naturais nativos brasileiros¿, coordenado pelo professor Rosalen.
Campeão contra inflamação
As frutas estudadas no projeto com elevada atividade antioxidante para serem usadas em indústrias de alimentos e farmacêuticas também tiveram pesquisadas as capacidades anti-inflamatórias. A grande estrela foi a araçá-piranga, como demonstraram em artigo publicado no Journal of Functional Foods.
"A araçá-piranga, espécie ameaçada de extinção, teve a melhor atividade anti-inflamatória em comparação com a de outras frutas do gênero Eugenia", disse Rosalen. "O mecanismo de ação também é muito interessante, pois ocorre de forma espontânea e logo no começo da inflamação, impedindo uma via específica do processo inflamatório. Ela age também no endotélio dos vasos sanguíneos, evitando que os leucócitos transmigrem para o tecido agredido, reduzindo a exacerbação do processo inflamatório"
Rosalen destaca que os antioxidantes não têm como função única combater o envelhecimento ou a morte celular, mas a prevenção de doenças mediadas por processo inflamatório crônico. "A ação oxidante dos radicais livres também significa o surgimento de doenças inflamatórias dependentes, como diabetes, câncer, artrite, obesidade, doença de Alzheimer", disse.
"Não percebemos muitas dessas lesões provocadas pelos radicais livres. São as inflamações silenciosas. Por isso, é importante a ação de sustâncias antioxidantes, que podem neutralizar os radicais livres", disse Rosalen.
As pesquisas colaborativas, apoiadas pela FAPESP e pela Universidad de La Frontera, também permitiram ampliar o conhecimento sobre espécies nativas do Chile. Em um dos estudos, os autores demonstraram a atividade antioxidante e vasodilatadora da murtilla (Ugni molinae), uma fruta nativa do país.
No estudo publicado na Oxidative Medicine and Cellular Longevity, os pesquisadores destacam que o uso de preparações alimentares obtidas a partir de frutas e folhas da murtilla pode ter efeitos benéficos na prevenção e, possivelmente, no tratamento de sintomas de doenças cardiovasculares.
Alencar destaca que conhecer melhor as propriedades pode se mostrar uma boa alternativa para estimular a produção das frutas nativas.
"Antes do projeto com a Universidad de La Frontera, eu e o professor Pedro Rosalen já estudávamos as frutas nativas, pois acreditamos que elas podem revelar ótimas soluções alimentares para a sociedade", disse.
O artigo Antioxidant and Anti-Inflammatory Activities of Unexplored Brazilian Native Fruits, de Juliana Infante, Pedro Luiz Rosalen, Josy Goldoni Lazarini, Marcelo Franchin e Severino Matias de Alencar (https://doi.org/10.1371/journal.pone.0152974), pode ser lido em http://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0152974.
Fonte: Agência FAPESP
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Sex, 29 Set 2017 17:42:00 -0300
Novo edital do CNPq visa apoiar o desenvolvimento de tecnologias em saúde
As inscrições seguem abertas até o dia 10 de novembro e tem como objetivo promover eventual articulação entre pesquisadores e financiadores, para estimular a conclusão de pesquisas em temas relevantes para o sistema de saúde.
A chamada vai selecionar para financiamento propostas de ensaios clínicos ou pré-clínicos que apresentem potencial de desenvolvimento de tecnologias em saúde estratégicas para o SUS e que contribuam com o complexo industrial da saúde.
O edital é uma parceria entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), por intermédio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (Decit/SCTIE/MS), e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), por intermédio do Departamento de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento da Secretaria de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (EPPD/SEPED/MCTIC).
Segundo o Diretor de Ciências Agrárias e da Saúdo do CNPq, Marcelo Morales, muito já foi investido até o momento em pesquisa pré-clínica no Brasil e mesmo aquelas envolvendo pacientes, no entanto, muitas não foram finalizadas. "A chamada tem como o principal objetivo fazer o levantamento do potencial dos testes que podem ser concluídos em seres humanos e se tornarem uma realidade para o tratamento de pacientes brasileiros. Com esse levantamento MCTIC e o Ministério da Saúde poderão ter a visão global das pesquisas que podem ser financiadas em um futuro próximo. Por isso, será muito importante que os pesquisadores envolvidos com essa importante área do conhecimento inscrevam seus projetos", completou Morales.
Para acessar o edital completo clique aqui.
*Atualização em 01 de outubro de 2017, 19h20
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Qui, 28 Set 2017 08:35:00 -0300
Ministro defende a liberação de recursos para a ciência
O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, pediu a união da comunidade científica no esforço de recomposição do orçamento da pasta. Durante a 3ª Reunião do Conselho Consultivo do MCTIC, nessa quarta-feira (27), na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Kassab defendeu que uma parcela dos recursos que serão descontingenciados pelo governo federal seja destinada ao ministério. "Existe um esforço muito grande do ministério para que, neste ano, possamos fechar nosso orçamento no mesmo patamar do ano passado. Para isso, precisávamos de R$ 2,2 bilhões e já vieram recursos da ordem de R$ 300 milhões. Vamos aguardar qual valor será descontingenciado para o ministério nessa nova liberação", disse o ministro.

CNPq recebe membros do Conselho Consultivo de CIência e Tecnologia em sua terceira reunião
"Por isso, convoco a comunidade científica e as entidades vinculadas ao nosso ministério para que possamos sensibilizar mais uma vez a área econômica na recuperação do orçamento. Sempre lembrando que, no ano passado, fomos extremamente bem-recebidos", acrescentou.
Na avaliação do presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, a recuperação dos recursos tem impacto direto no futuro do país. "Estamos preocupados, em particular, com a desmotivação dos estudantes diante da situação precária do financiamento. Esses serão os cientistas de amanhã. Então, temos que trabalhar com olhos para esses estudantes, porque não teremos, no futuro, quem combata as epidemias de arbovírus, quem faça as inovações tecnológicas, que são tão necessárias para o país", afirmou.
O Diretor de Ciências Agrárias e da Saúde do CNPq, Marcelo Morales, representando a agência como presidente substituto salientou, no entanto, que os esforços do Ministério junto ao governo federal garantiram que mesmo nesse cenário de contingenciamento, nenhuma bolsa foi cortada. Morales apontou, ainda, que foram reforçadas as interlocuções com outros ministérios para formentar os projetos de pesquisa, destacando parcerias com o Ministério da Saúde e o Ministério do Meio Ambiente. E finalizou: "este conselho está sendo muito importante para definir as diretrizes da política para ciênica, tecnologia e inovação no país".
A próxima reunião do Conselho Consultivo do MCTIC deve ser realizada no início de dezembro.
Prêmios
O MCTIC anunciou a retomada de duas premiações. Em dezembro, haverá a cerimônia de entrega da Ordem Nacional do Mérito Científico. Uma comissão composta por membros do MCTIC, da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) vai conduzir o processo de seleção dos agraciados. Já a concessão da Ordem Nacional do Mérito das Comunicações está prevista para maio do ano que vem.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq com informações do MCTIC
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Qua, 27 Set 2017 19:15:00 -0300
Presidente do CNPq participa do Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia
O Presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mario Neto Borges, proferiu a Palestra Magna do 45º Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia - Cobenge, em Joinville (SC). A apresentação aconteceu na última terça-feira, 26, na abertura do evento, que se estende até esta quinta-feira, 28.
O Cobenge é organizado pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia, da qual Mario Neto Borges já foi Diretor Acadêmico.

Mario Neto discorreu sobre assunto que vai ao encontro do tema do Congresso deste ano, que é "Inovação no ensino aprendizagem em engenharia".
A inovação, de acordo com o presidente do CNPq, é um dos principais pilares da missão da agência e essencial para a geração de riqueza para o país e para promover a solução de problemas brasileiros.
Para Mario Neto vivemos um momento particularmente favorável ao investimento em pesquisa científica e tecnológica, pois há um cenário de 'bônus populacional' para os próximos 40 anos, em que a maior massa populacional estará entre 25 e 60 anos, faixa-etária de maior atividade e, portanto, maior produção.Além disso, investir em inovação é fundamental para superar crises econômicas como a que o país vem enfrentando. Para tanto, Mario Neto defende mecanismos para aportar mais recursos com a parceria com a iniciativa privada. A proposta é equilibrar os eixos de sustentação do sistema de CT&I do país que, de acordo com o presidente do CNPq, sofre com um desenvolvimento distorcido. "Temos muita ciência e de qualidade, mas investimos pouco em tecnologia e quase nada em inovação", afirmou.
Mario Neto falou das novidades que o CNPq está implantando como o Doutorado Acadêmico Industrial (DAI) e a Bolsa Jovens Talentos (BJT) e o segundo chamamento do Comitê de Negociação e Relacionamento Institucional (CORI). Além disso, novas cooperações foram formalizadas recentemente com o Instituto Euvaldo Lodi (IEL) para execução dos programas Inova Talentos, Inova Tec e Inova Global.
O BJT
A modalidade de bolsas para jovens talentos foi criada para o programa Ciência sem Fronteiras e está sendo retomada em outro cenário, com viés da inovação. A proposta é uma parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e o IEL para concessão de bolsas a serem implantadas na Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii).
Em breve, uma chamada será lançada oferecendo 100 bolsas, sendo 50 do CNPq e 50 da CAPES.
O CORI
O Comitê foi criado em 2016 com o objetivo de abrir oportunidade para as empresas que queiram investir em pesquisa científica e tecnológica em parceria com o CNPq.
O primeiro chamamento, no ano passado, atraiu 34 propostas, sendo 12 identificadas como potenciais parcerias e estão sendo avaliadas.
O atual chamamento foi lançado em julho e está aberto para apresentação de propostas.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
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Seg, 25 Set 2017 19:36:00 -0300
Trabalhos de Iniciação Científica premiados durante o Seminário de Pesquisa do ICMBio
No início do mês, de 11 a 14 de setembro, foi realizado o IX Seminário de Pesquisa e IX Encontro de Iniciação Científica do ICMBio - 10 anos de aprendizado em pesquisa para a conservação, na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em Brasília. A realização dos dois eventos conjuntamente visa transformar a dispersão territorial da atuação do ICMBio em uma oportunidade de formação e troca de conhecimentos e experiências. São reunidos pesquisadores, gestores e estudantes que atuam em todo o país, em agendas variadas relacionadas à conservação da biodiversidade.
Na ocasião, foram premiados os quatro melhores trabalhos de iniciação científica, um programa instituído no ICMBio a partir de parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Neste ano, foi feita uma inovação na Avaliação final dos trabalhos de Iniciação Científica do ciclo 2016/2017 do PIBIC/ICMBio ¿ todos os 37 trabalhos foram apresentados de formal oral e avaliados individualmente e cuidadosamente por membros dos Comitês Institucional e Externo do PIBIC/ICMBio, na véspera do início do Seminário. Os trabalhos foram divididos em duas salas que tinham apresentações concomitantes durante todo o dia. Cada sala contou com uma equipe composta por 6 avaliadores e uma facilitadora para conduzir o trabalho.
Os trabalhos de iniciação científica também foram apresentados na sessão de painéis do Seminário de Pesquisa, com o objetivo de compartilhar o trabalho realizado com o público geral do evento e da Sede do ICMBio.
Os estudantes e respectivos trabalhos de Iniciação Científica premiados foram:
1º lugar: Paulo Henrique da Paixão Salles (Bolsa de Contrapartida Institucional), com o trabalho intitulado "Diagnóstico da invasão por coral sol (Tubastraea spp.) associada a impactos de grandes empreendimentos em ambientes estuarinos da Resex Marinha Baía do Iguape, Recôncavo Baiano", desenvolvido na Reserva Extrativista Marinha Baía de Iguape/BA.
Contato: paulo.salles.paixao@hotmail.com
2º lugar: André Lucas Santana Campos (Bolsa do CNPq), com o trabalho intitulado "Ocorrência sazonal da anurofauna em cavidades naturais ferruginosas das serras do Gandarela e do Rola Moça, MG", desenvolvido no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (CECAV).
Contato: andre.campos2@hotmail.com
3º lugar: Tomás Ribeiro Pires de Amorim (Bolsa de Contrapartida Institucional), com o trabalho intitulado "Ocupação humana e padrão de ocorrência de jaqueiras: decifrando o processo de transformação da paisagem e disseminação de uma espécie exótica no Parque Nacional da Tijuca ¿ PNT", desenvolvido no Parque Nacional da Tijuca/RJ.
Contato: tomasrpa@hotmail.com
4º lugar: Vanessa Sousa Gomes (Voluntária), com o trabalho intitulado "Avaliação da Ocorrência de Focos de Calor na Reserva Extrativista Tapajó-Arapiuns no Período de 2009 à 2016", desenvolvido na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns/PA.
Contato: vanessa.eng@live.com
Estudantes premiados durante o IX Seminário de Pesquisa e IX Encontro de Iniciação do ICMBio. Da esquerda para a direita: Tomás Amorim, Paulo Salles, André Lucas Campos e Vanessa Gomes.
O PIBIC/ICMBio
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica do ICMBio - PIBIC/ICMBio teve início a partir da parceria estabelecida com o CNPq e objetiva contribuir com o desenvolvimento de pesquisas e a formação de recursos humanos para a pesquisa aplicada à conservação da biodiversidade e gestão de unidades de conservação.
Desde 2008 já foram realizados 269 trabalhos de Iniciação Científica, em 42 unidades (centros especializados ou unidades de conservação) do Instituto e em 19 unidades federativas do país. No novo ciclo, iniciado em agosto, o Programa conta com 18 bolsas do CNPq, 15 bolsas de Contrapartida Institucional e 5 trabalhos sendo desenvolvidos na modalidade voluntária.
De acordo com a Coordenadora de Programas Acadêmicos do CNPq, Lucimar Batista de Almeida, os projetos dos bolsistas de iniciação científica e tecnológica são, em sua maioria, de altíssima qualidade. "Muitos são co-autores de artigos em periódicos internacionais com seus orientadores e nós sempre orientamos as coordenações dos programas institucionais sobre a importância dos bolsistas terem conhecimento de toda a cadeia da pesquisa", informou a coordenadora."No caso específico do evento no ICMBio, ele possibilitou que os bolsistas de IC ampliassem seus conhecimentos, inclusive quanto aos desafios do setor nas unidades de pesquisa", completou Lucimar.
Para representante Institucional do PIBIC no ICMBio, Dra. Katia Torres Ribeiro, "o programa é importante ferramenta de apoio às atividades de pesquisa para conservação oferecida aos servidores do Instituto, e para implementação das linhas de pesquisa prioritárias que compõem o Plano Estratégico de Pesquisa e Gestão da Informação em Biodiversidade do ICMBio". Segundo, ela, é também importante oportunidade de formação de alunos nessa agenda transversal, que integra várias áreas do conhecimento. "O diferencial desse PIBIC é, sobretudo, possibilitar aos estudantes de graduação a experiência de realizar pesquisa científica aplicada à gestão das unidades de conservação federais e à conservação da biodiversidade e do conhecimento tradicional associado e à proteção do patrimônio espeleológico do país", explica.
Segundo Kátia, nesses poucos anos, a qualidade dos trabalhos vem sendo aprimorada de modo perceptível, a partir da revisão e melhoria contínuas dos processos de seleção de propostas, acompanhamento e avaliação dos trabalhos desenvolvidos. Ela cita dois exemplos recentes desse aperfeiçoamento: a adição de uma etapa de revisão das propostas, a partir de retorno cuidadoso por parte da Comissão de Seleção do edital, e aprovação das propostas condicionada ao atendimento das solicitações de ajustes e adequações; e a implantação de apresentações orais, para possibilitar uma avaliação final mais cuidadosa e justa.
"Estas duas alterações ampliam o caráter formativo do Programa, tanto para os alunos como para os pesquisadores, porque é um desafio grande elaborar projetos de pesquisa em temas que requerem várias áreas do conhecimento. Nesse sentido, outra importante alteração foi a ampliação do Comitê Interno, trazendo profissionais que atuam em áreas mais sociais", finaliza.
O Seminário anual de pesquisa do ICMBio, ao ser realizado junto ao Encontro de Iniciação Científica, tem o propósito de ampliar esta percepção da complexidade, bem como da beleza da gestão ambiental para este conjunto de parceiros. Com isso, o programa de bolsas alia-se a outras iniciativas institucionais de envolvimento da sociedade na gestão da biodiversidade, como o voluntariado, uso público, interpretação ambiental e outros, cada um com seu papel, tempo de realização e contribuição direta à gestão.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq
Foto: Elizabeth Martins/ICMBio
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Seg, 25 Set 2017 14:58:00 -0300
Parceria com agências inglesas pretende aprimorar práticas de gestão no CNPq
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) iniciou uma parceria com o Fundo Newton, a Embaixada britânica e os Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK) para um intercâmbio de troca de boas práticas entre agências de fomento.
Durante esta semana, está sendo conduzida uma série de atividades na sede do RCUK, em Swindon, no Reino Unido, com representantes de agências de fomento à pesquisa do Brasil, Colômbia, México, Vietnã, Peru, além de participantes do próprio RCUK e do Fundo Newton. O CNPq está representado pelo Chefe de Gabinete, Daniel Natalizi.
A programação prevê troca de informações sobre atividades de internacionalização, planejamento estratégico, definição de prioridades, mecanismos de avaliação e acompanhamento, sistemas de suporte ao fomento e impacto das pesquisas apoiadas.
Um dos objetivos do programa é estreitar as relações entre as agências de fomento permitindo uma troca de experiências e boas práticas e aumentando a atuação conjunta no apoio à Ciência, Tecnologia, e Inovação. Em uma segunda etapa do programa, representantes do RCUK farão uma visita ao Brasil e à sede do CNPq para conhecer as atividades da agência.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq