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Sex, 13 Jan 2023 16:32:00 -0300
Migração Portal
Acesse o novo Portal do CNPqDesde dezembro de 2020, o endereço do Portal do CNPq mudou para:
https://www.gov.br/cnpq
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Seg, 07 Dez 2020 12:31:00 -0300
Programa Ciência no Mar ganha mais recursos com adesão da Marinha
Parceria entre CNPq e Marinha proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões para 4 projetos da Chamada de apoio à Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões, recursos da Marinha e do MCTI.Parceria firmada entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Marinha do Brasil proporcionou a suplementação de R$ 2 milhões à Chamada CNPq/MCTIC Nº 06/2020 - Pesquisa e Desenvolvimento para Enfrentamento de Derramamento de Óleo na Costa Brasileira - Programa Ciência no Mar, com apoio a novos quatro projetos. Com essa adesão, a iniciativa apoiará 11 projetos, totalizando R$ 6 milhões em investimentos. Além da Marinha, os recursos serão investidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).
A chamada foi lançada com o objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação relacionados ao derramamento de óleo ocorrido a partir de agosto de 2019 na costa brasileira que visem contribuir significativamente para o Programa Ciência no Mar.
Nesta segunda, 07, às 14h, a Marinha realizará a 1ª Sessão Ordinária da Comissão Técnico-Científica para o Assessoramento e Apoio das atividades de Monitoramento e a Neutralização dos Impactos decorrentes da Poluição Marinha por Óleo e outros Poluentes na Amazônia Azul, com a participação do Presidente do CNPq, Evaldo Vilela. Saiba mais.
Veja aqui o resultado final completo.
Importância litorânea para o Brasil
O recente desastre de derramamento de óleo na costa brasileira em 2019 demonstrou a importância de ações públicas embasadas no melhor conhecimento científico disponível, a fim de que as iniciativas de remediação reduzam os prejuízos para a biodiversidade e para a saúde humana. Além disso, ressaltou a necessidade de evidências científicas na proposição de medidas que busquem a prevenção a novos acidentes que possam colocar em risco a qualidade de vida da ocupação humana ao longo da costa brasileira.
Estima-se que mais de 26% da população brasileira resida na zona costeira, sendo o litoral a área protagonista no histórico processo de ocupação do território nacional. A importância litorânea pode ser expressa pelo recorte federativo brasileiro: são 17 Estados e 274 Municípios defrontantes com o mar, e 16 das 28regiões metropolitanas existentes no País. O Brasil possui diversas ilhas costeiras, inclusive abrigando capitais (São Luís, Vitória e Florianópolis), além de ilhas oceânicas que representam pontos importantes do território nacional (Fernando de Noronha, o Arquipélago de São Pedro e Trindade e Martim Vaz, e o Arquipélago de Abrolhos).
Grande parte do comércio internacional, da exploração do petróleo, da atividade pesqueira e de turismo está relacionada com o mar brasileiro. Relevante também é a riqueza da biodiversidade marinha e costeira do País, que deve ser preservada como importante ecossistema para a manutenção da vida. Além disso, o Brasil possui 26,3% de sua Zona Econômica Exclusiva protegida dentro de unidades de conservação, que devem também ser pólos-modelo para medidas de conservação e uso sustentável.
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Qui, 26 Nov 2020 17:37:00 -0300
CNPq divulga resultado preliminar da Chamada nº 25/2020
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulga o resultado preliminar da Chamada nº 25/2020 - Apoio à Pesquisa Científica, Tecnológica e de Inovação: Bolsas de Mestrado e Doutorado.
Esta chamada promove a redistribuição das bolsas retidas ao final de sua vigência no período do 1 de julho a 30 de dezembro de 2020, iniciando a diretriz de realinhamento da concessão de bolsas de pós-graduação à missão precípua do CNPq. Esta iniciativa, em concepção desde 2019, prevê uma transição gradual do sistema antigo de quotas de bolsas ao novo sistema de concessão por meio de projetos institucionais de pesquisa. Tais projetos são apresentados pelos programas de pós-graduação e aglutinam de forma global o direcionamento da pesquisa nos respectivos cursos. A concessão baseia-se numa avaliação de mérito dos projetos, feita por comitês de especialistas.
O resultado preliminar garante a manutenção de bolsas encerradas no período citado, na proporção prevista no item 5 da Chamada, em programas de pós-graduação estabelecidos. Além disso, houve entrada de novos programas no sistema. Os projetos são avaliados por mérito e são aprovados a partir de disponibilidade orçamentária do CNPq.Ressalta-se que não houve nenhuma redução de bolsas no sistema do CNPq; a mesma concessão anual de cerca de R$ 400 milhões em bolsas de mestrado e doutorado está mantida. Uma segunda chamada dessa natureza será lançada brevemente, considerando as bolsas a vencer no próximo semestre.
O CNPq informa que o período de interposição de recurso administrativo ao resultado preliminar é de 25 de novembro a 4 de dezembro de 2020.
Demanda
Do total de 1.595 propostas recebidas de Cursos de Mestrado, 380 são cursos que já contam com bolsas do CNPq e que possuem bolsas vencendo entre 1° de julho a 31 de dezembro de 2020, enquadrando-se nos itens 5.3.1 e 5.4.1 da Chamada. Outras 628 propostas são de Cursos de Mestrado que contam com bolsas do CNPq, mas que vencem a partir de janeiro de 2021. Já outros 587 Cursos de Mestrado, por sua vez, não contam, na atualidade, com o apoio do CNPq em bolsas de mestrado.
Dos Cursos de Doutorado que submeteram propostas à Chamada, 277 já contam com bolsas do CNPq e possuem bolsas vencendo no período de 1° de julho a 31 de dezembro de 2020; 483 possuem bolsas vencendo a partir de janeiro de 2021, e 794 são Cursos de Doutorado que não contam com o apoio do CNPq em bolsas de doutorado.
Veja aqui o resultado preliminar.
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Qui, 04 Out 2018 11:22:00 -0300
CNPq sedia reunião de iniciação científica e tecnológica
Nos dias 22 e 23 de outubro, representantes e coordenadores dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica (PIBIC, PIBITI, PIBIC-EM e PIBIC-Af) estarão reunidos em Brasília. A pauta principal é o aperfeiçoamento dos instrumentos de acompanhamento e avaliação dos programas institucionais de ICT.
Com o objetivo principal de aprimorar os programas de Iniciação Científica e Tecnológica, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) realiza nos dias 22 e 23 de outubro a 7ª Reunião Anual dos Representantes e Coordenadores dos Programas Institucionais de Iniciação Científica e Tecnológica.
O evento é voltado para os gestores dos programas PIBIC, PIBITI, PIBIC-EM e PIBIC-Af das instituições, representantes e coordenadores. A expectativa é receber 300 participantes para discutirem o aperfeiçoamento dos instrumentos de acompanhamento e avaliação dos programas institucionais de ICT.
A reunião também promove um espaço para compartilhar experiências e uma maior aproximação do CNPq com as instituições participantes do programa
A abertura acontecerá no dia 22 de outubro, às 14h, com a participação do presidente do CNPq, Mario Neto Borges.
A presença deverá ser confirmada pelo e-mail: copad@cnpq.br até 15 de outubro, citando nome completo, instituição, se é RIC ou coordenador/função, e-mail e número do telefone.
A Iniciação Científica no CNPq
A bolsa de Iniciação Científica é uma modalidade concedida pelo CNPq desde sua fundação, em 1951, e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) foi o primeiro a ser criado nesse propósito. Esses programas têm contribuição importante na formação de recursos humanos para a ciência e tecnologia. Posteriormente, foram criados outros programas, com viés tecnológico, do ensino médio, de ações afirmativas, entre outros (PIBITI, PIBIC-EM e PIBIC-Af).
Atualmente, são 41.680 bolsistas de iniciação científica e tecnológica, o que representa 54% do total de bolsas concedidas pelo CNPq. Essas bolsas envolvem cerca de 380 instituições.
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Ter, 02 Out 2018 14:44:00 -0300
CNPq recebe 3ª Oficina de Trabalho Mudanças Climáticas e Recursos Hídricos
Estão reunidos no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pesquisadores dos 35 projetos de pesquisa sobre mudanças climáticas, selecionados por meio do Edital CAPES/ANA nº 19/2015 e da Chamada MCTI/CNPq/ANA nº 23/2015. O encontro é realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e tem como objetivo identificar os principais avanços e impactos.Durante a abertura da oficina, nessa segunda (1), o representante do CNPq, Carlos Alberto Pitalluga, falou obre a importância de avaliar os projetos para formação de uma rede de apoio. "Avaliar e acompanhar esses projetos não era tradição e há alguns anos tem se tornado uma constante, isso é muito importante para formamos não só uma rede de pesquisa mas também uma rede de apoio entre o pesquisadores". Avaliou.
Também participaram da abertura os representantes da Agência Nacional da Águas (ANA), Nazareno Araújo e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Priscila Cagni. Logo após a abertura começaram as apresentações que seguem até a próxima quinta-feira (4).
Os representantes dos projetos selecionados terão a oportunidade de apresentar os resultados finais e os avanços obtidos nos quase 3 anos de trabalho. O evento também proporciona o intercâmbio entre as instituições de pesquisa que desenvolvem os projetos sobre mudanças climáticas, além de um espaço de diálogo entre os pesquisadores e os representantes dos órgãos públicos envolvidos nas seleções.
Os projetos de pesquisa selecionados abordam os impactos da mudança do clima sobre os sistemas naturais e humanos, medidas de adaptação com ênfase em recursos hídricos e usos da água, além de estoques e fluxos de carbono no solo e na vegetação do Brasil. Estes projetos de pesquisa se encerram até o fim do ano.
A programação tem apresentações de pesquisadores de universidades das cinco regiões do País e de instituições nacionais, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
Edital ANA/CAPES
Através do Edital CAPES/ANA nº 18/2015, lançado em outubro daquele ano, as duas instituições buscaram apoiar a pesquisa científica e tecnológica em mudanças climáticas e de usos da terra e seus impactos sobre os recursos hídricos. A área temática específica contemplada por esta seleção foi a de "Desenvolvimento de Modelos Global e Regional do Sistema Terrestre e Geração de Cenários de Mudanças Climáticas e de Usos da Terra Voltados ao Fornecimento de Projeções de Alterações de Comportamentos Hidrológicos".
O Edital foi voltado a pesquisadores de instituições de ensino superior (IES) ou instituições de pesquisa brasileiras, públicas e privadas sem fins lucrativos e com programas de pós-graduação stricto sensu recomendados pela CAPES com áreas de concentração ou linhas de pesquisa nas áreas de Mudanças Climáticas e Hidrologia. Também puderam participar cursos dirigidos aos temas contemplados no edital ou instituições que apresentaram projeto viável de implantação de pós-graduação stricto sensu nas linhas de pesquisa mencionadas.
Chamada MCTI/CNPq/ANA
Também em outubro de 2015, foi lançada a Chamada MCTI/CNPq/ANA nº 23/2015 para selecionar propostas para apoio financeiro a projetos de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação relacionados a mudanças climáticas. O objetivo foi estimular pesquisas referentes a impactos das mudanças climáticas sobre os sistemas naturais e humanos; medidas para adaptação com ênfase em recursos hídricos e seus usos; estoques e fluxos de carbono no solo e na vegetação no Brasil; e modelos matemáticos atmosféricos e hidrológicos em escala local e regional.
Os trabalhos selecionados foram divididos por duas linhas temáticas. A primeira é de previsão e avaliação dos impactos associados à mudança do clima. A segunda é relativa à análise dos impactos associados à mudança do clima em outros setores e sobre povos e comunidades vulneráveis. No lançamento da Chamada foram previstos R$ 6,7 milhões para os projetos - sendo R$ 4 milhões da ANA e o restante do MCTIC - cuja liberação dos recursos ficou por conta do CNPq.
Coordenação de Comunicação Social do CNPq (Com informações da ANA)
Foto: Cláudia Marins
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Ter, 02 Out 2018 08:49:00 -0300
Nota de Pesar: Prof. Francisco Mauro Salzano
A Ciência brasileira, em especial a área da Genética, sofreu mais uma grande perda na última quinta-feira, 27 de setembro. Aos 90 anos, faleceu o ilustre pesquisador Francisco Mauro Salzano, bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O Professor Salzano graduou-se em História Natural pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1950), com especialização em Genética (USP - 1952) e em Genética e Biologia Molecular (UFRGS - 1956), doutorado em Ciências Biológicas (USP - 1955) e pós-doutorado pela University of Michigan (1957). Foi Presidente da Sociedade Brasileira de Genética e membro do Comitê Assessor de Genética no CNPq. Incansável, ainda se mantinha ativo, com orientações de doutorado em andamento.
Atuando na área da genética humana, orientou quase uma centena de mestres e doutores, sendo responsável pela nucleação da Genética em várias universidades brasileiras. Foi agraciado com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia (1994) e condecorado com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, entre outras homenagens recebidas ao longo da extensa carreira.
A UFRGS decretou luto oficial de três dias em função do falecimento do professor.
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Sex, 28 Set 2018 16:26:00 -0300
Chamada DAI: webconferência irá tirar dúvidas
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) fará na próxima quarta-feira, 3, uma webconferência para esclarecer e tirar dúvidas relacionadas à Chamada do Programa Doutorado Acadêmico para Inovação (DAI) lançada em julho deste ano.
No encontro, participarão o Coordenador do Programa de Capacitação Tecnológica e Competitividade do CNPq, Marcio Ramos, e a gestora da chamada, Damísia Lima.
Para participar, basta entrar no canal do CNPq no Youtube no dia 3 de outubro a partir das 10h.
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Qui, 27 Set 2018 18:45:00 -0300
Oficina de avaliação apresenta pesquisas sobre baías
Coordenadores dos nove projetos apoiados pela Chamada Pública MCTIC/CNPq - Nº 21/2017 - Pesquisa e Desenvolvimento em Ações Integradas e Sustentáveis nas Baías do Brasil estiveram reunidos para a 1ª Oficina de Avaliação e Monitoramento. O encontro aconteceu na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) nessa quarta-feira, 26.
Os projetos selecionados estão em seu primeiro ano de execução e a Oficina de Trabalho buscou agregar conhecimentos sobre as Baías do Brasil e estabelecer um canal de comunicação entre os pesquisadores e uma colaboração entre as equipes de pesquisadores selecionados.
Os pesquisadores do projeto Panorama histórico e perspectivas futuras frente a ocorrência de estressores químicos presentes no Complexo Estuarino de Paranaguá (EQCEP), César Martins e Renata Nagae, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), relatam que o maior desafio de desenvolver o projeto no termo cientifico é que a região, litoral do Paraná, tem uma ocupação industrial e de atividades portuária muito grande, então os dados obtidos são pontuais que, não necessariamente se comunicam espacialmente. Segundo eles, é difícil ter uma visão mais espacial das atividades e saber detectar o impacto, pois nem sempre esse impacto ocorre na mesma região da atividade desenvolvida por estar inserido em um sistema maior. "A gente agrega uma região que tem uma das reservas da Mata Atlântica ainda preservadas. Então o grande desafio é fazer um levantamento bem específico e bem detalhado de quais são as condições ambientais daquele local", completa, César Martins. O projeto é em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Prof. César Martins apresenta andamento do seu projeto durante a oficina. Foto: Roberto Hilário/CNPq
Outro projeto apoiado pela chamada avalia a alteração dos estoques de carbono ao longo dos últimos 40 anos na Baía de Todos os Santos (BA). A professora do Centro Interdisciplinar de Energia e Ambiente da Universidade Federal do Maranhão (CIENAM /UFMA), Vanessa Hatje, que integra o projeto, explica que o estudo está focado, principalmente, nos carbonos acumulados em ambientes costeiros vegetados, como os manguezais e gramas marinhas. Para isso, são utilizadas várias ferramentas tais como o sensoriamento remoto, análises metagenômicas, analises elementares de carbono. Além disso, o projeto também visa ao monitoramento associado a contaminantes orgânicos e inorgânicos e o monitoramento da hidrodinâmica da Baía. "O que nós estamos propondo para essa nova etapa da pesquisa é aprofundar os conhecimentos nas mudanças climáticas e como esses ambientes vegetados podem contribuir para mitigação desses efeitos, através das estocagens de carbono nesses sistemas", explica a professora.
A chamada, lançada no final de 2017 pelo CNPq e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) teve como valor global o total de R$ 3,92 milhões para despesas com custeio, capital e bolsas e foram contratados 4 projetos na Linha 01 - Principais Baías do Brasil (Baía de Todos os Santos (BA), Baía da Guanabara (RJ) e Baía de São Marcos (MA) e 5 projetos na Linha 02 - Outras Baías do Brasil.
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Qui, 27 Set 2018 17:57:00 -0300
Nota de Pesar: Prof. Horácio Schneider
O CNPq lamenta o falecimento do Professor Horacio Schneider, ocorrido nesta madrugada de 27 de setembro.
Natural de São Paulo-SP, Horacio Schneider graduou-se em Ciências Biológicas na UFPA em 1974. Concluiu Mestrado (1976) e Doutorado (1984) na UFRGS sob orientação do grande geneticista Dr. Francisco Mauro Salzano. Na UFPA, exerceu importantes cargos, entre eles, foi o primeiro Diretor do Instituto de Estudos Costeiros do Campus de Bragança e vice-reitor da UFPA no período de 2009 a 2016. No âmbito nacional, integrou a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança e presidiu a Sociedade Brasileira de Genética e a Sociedade Brasileira de Primatologia.

Prof.Horacio Schneider. Foto: Alexandre de Moraes/UFPA
Sua história na Ciência ultrapassa a contribuição do docente/pesquisador, e tem sido reconhecida em diversas homenagens, incluindo a nomeação como membro titular da Academia Brasileira de Ciências (2002). Em 2002 recebeu a ordem honorífica de Comendador da Ordem Nacional do Mérito Científico e, em 2010, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico, maior honraria científica do País.
Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq desde a década de 80, formou várias gerações de geneticistas, garantindo à UFPA padrão de excelência no desempenho nas Ciências da Vida, e assegurando à Genética Amazônica referência internacional. Sua dedicação e expressiva contribuição na formação de pesquisadores e também no estabelecimento de parcerias internacionais, se refletem na extensa produção científica (http://lattes.cnpq.br/3621033429800270).
Sempre disponível para colaborar com o CNPq, atualmente fazia parte do Comitê Assessor de Genética.
Nesse momento de despedida, o CNPq se solidariza com a UFPA e com a família pela grande perda.
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Seg, 24 Set 2018 17:20:00 -0300
Talentos para Inovação: resultado final
Com investimento total de R$ 4,5 milhões, o Programa Talentos para Inovação selecionou 35 projetos aprovados e um total de 75 bolsas na modalidade Bolsa Jovens Talentos (BJT), sendo 24 BJT nível A e 51 na modalidade BJT nível B.
Esse é o resultado da Chamada Pública lançada em janeiro deste ano. Os bolsistas do nível A receberão R$ 7 mil mensais e os do nível B R$ 4 mil pelo período máximo de 12 meses
Veja aqui o resultado final da seleção.
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Seg, 24 Set 2018 12:44:00 -0300
Pesquisa apoiada pelo CNPq em exposição fotográfica
Professores e estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) apresentarão uma exposição onde ciência e arte se encontram. A exposição de imagens de microscopia "Beleza que mata: a dualidade de um patógeno mortal" abordará a importância de uma das infecções fúngicas mais graves no Brasil sob a perspectiva da interpretação artística. Com o apoio do Centro de Microscopia e Microanálise (CMM -UFRGS) e do Departamento de Difusão Cultural (DDC) da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS, a exposição apresentará trabalhos conduzidos pela Profa. Marilene Vainstein e seu doutorando William Lopes com a curadoria do Prof. Augusto Schrank e colaboração dos professores Charley Staats e Livia Kmetzsch (Centro de Biotecnologia e Departamento de Biologia Molecular e Biotecnologia) e Julia Reuwsaat (doutoranda do Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular), além dos estudantes de Iniciação Científica Laura Haleva e Maria Eduarda Krummenauer. O trabalho contou ainda com a colaboração dos professores Adelina Mezzari (Faculdade de Farmácia), Mendeli Henning Vainstein e Rita Maria Cunha de Almeida (Instituto de Física).Os resultados foram obtidos a partir de um projeto com apoio do CNPq e bolsas de produtividade em pesquisa com foco no estudo de infecções fúngicas. Esta linha de trabalho é também desenvolvida no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Inovação em Doenças de Populações Negligenciadas (INCT - IDPN), coordenado pelo professor Carlos Morel onde vários membros do grupo participam. As doenças decorrentes dessas infecções são atualmente responsáveis pela morte de cerca de 1,5 milhões de pessoas a cada ano (Fundo Global de Ações contra Infecções Fúngicas, http://www.gaffi.org). No Brasil, dados epidemiológicos recentes apontam que cerca de 4 milhões de indivíduos apresentam quadros de infecções fúngicas que podem ocasionar óbito. Estas infecções têm mostrado um impacto significativo na área da Saúde Pública e apresentam dificuldades de diagnóstico e número reduzido de fármacos disponíveis para o tratamento. Os protocolos disponíveis são de longa duração, baixa eficácia e elevado custo.
Dentre as doenças fúngicas, a criptococose é a mais letal. Essa doença, causada pelas leveduras Cryptococcus neoformans e Cryptococcus gattii, mata cerca de 200 mil pessoas por ano. No ranking de mortalidade das doenças infecciosas em números absolutos de óbitos, a criptococose ocupa a quinta posição, sucedendo a AIDS, tuberculose, malária e diarreia, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. O fungo pode ser inalado de várias fontes ambientais e, em pacientes com imunidade debilitada, pode se disseminar para o sistema nervoso central, causando meningite. Atualmente, o principal desafio da comunidade científica na área está relacionado ao desenvolvimento de fármacos eficientes para o tratamento e controle da doença.
A exposição "Beleza que mata" explora o impacto da beleza insuspeita na rotina do trabalho científico com organismos patogênicos, visão quase encoberta pela realidade de seus efeitos nocivos. A dualidade é fascinante e pouco divulgada fora de periódicos científicos. A microscopia eletrônica tem contribuído decisivamente para o conhecimento atual das doenças no nível celular. Sob o microscópio, vislumbra-se os atributos patogênicos em sua beleza espetacular, ainda que mortal.
A primeira ação do grupo em difusão científica na área envolveu a ArtBio, instituição que desenvolve projetos que conectam diferentes plataformas de geração de conhecimento. O grupo responsável pela exposição já participou da exposição no Museu do Amanhã (RJ) sobre "Mundos invisíveis - Mostra de Arte Científica". Atualmente a equipe da UFRGS participa do projeto "Ciência e Arte Para Todos", organizado pela ArtBio, cujo objetivo é a difusão de ciência e arte nas escolas da rede pública de ensino do Rio de Janeiro através de exposições e oficinas artísticas.
A exposição estará aberta a visitação de 4 de outubro a 20 de novembro na Sala Fahrion, 2º andar da Reitoria da UFRGS.
Artigos científicos publicados recentemente relacionados com a temática da exposição podem ser acessados online:
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/issue/S1198-743X(18)X0010-X
https://www.clinicalmicrobiologyandinfection.com/article/S1198-743X(18)30526-3/fulltext
https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fmicb.2017.02534/full
https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fmicb.2018.00132/full
https://msphere.asm.org/content/3/2/e00023-18
https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/cmi.12803
Fonte: Organização da exposição
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Seg, 24 Set 2018 10:51:00 -0300
SP sedia workshop do centro de sínteses
O Brasil responde por cerca de 25% de toda a biodiversidade do planeta e a relevância do país para essa área é indiscutível. Possuí um grande volume de dados levantados em virtude de um crescimento notável da pesquisa em biodiversidade e ecossistemas. Essa é a ideia central que motivou agências de fomento à pesquisa e cientistas a conceber o Centro de Sínteses em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos do Brasil (SinBiose), que realiza seu 2º workshop entre os dias 24 e 26 de setembro no Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo.
O encontro conta com a participação de representantes de centros de sínteses da Alemanha, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos, além de pesquisadores e representantes das agências que coordenam o SinBiose - CNPq, CAPES, FAPESP - além do CONFAP.
Veja aqui a programação completa (em inglês).
O SinBiose
Os centros de análise e síntese aparecem como ferramentas efetivas e indispensáveis para avaliar e integrar dados, trazendo sempre um novo valor ao conhecimento gerado regionalmente, facilitando o uso desse conhecimento para a elaboração de políticas públicas efetivas e geração de soluções. Para a implementação do Centro no Brasil, são planejadas três fases: implementação, estrutura simplificada e estrutura consolidada.
Para o diretor de Ciências Agrárias, Biológicas e da Saúde do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Marcelo Morales, esse planejamento cuidadoso incluindo etapas em seqüência permitirá avançar com segurança para o estabelecimento de um Centro de excelência que possa ser uma referência nacional e internacional para sínteses em Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. "É preciso garantir o envolvimento de diversas instituições atuando desde o fomento da pesquisa, passando pela definição de políticas públicas até a sua implementação para que possamos fortalecer a ponte entre a ciência e a tomada de decisão na área ambiental. Nesse sentido, iremos continuar a dialogar com os diversos atores que devem e querem fazer parte dessa iniciativa, em um processo de construção coletiva", diz.
A criação do SinBiose é, portanto, uma articulação das instituições brasileiras com apoio de entidades e pesquisadores internacionais. Um passo importante para a implementação dessa iniciativa foi dado em março deste ano, com o primeiro workshop do Centro, que reuniu por três dias pesquisadores de todo o país e representantes de diversas instituições governamentais e não governamentais com atuação na área de meio-ambiente. No encontro, os participantes discutiram a atuação do Centro brasileiro a partir de quatro tópicos principais: 1) Missão, visão, objetivos e estratégias para gestão, avaliação e monitoramento da implementação do Centro. 2) Parcerias Nacionais e Internacionais; 3) Mapeamento de atores a serem envolvidos e estratégia de comunicação; 4) Desafios e demandas para sínteses.
Em junho, uma delegação brasileira esteve na Alemanha em reunião com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) para discutir os mecanismos de parceria entre o Centro de Síntese em Biodiversidade do Brasil e o alemão e a importância da mobilidade de estudantes e de pesquisadores para o projeto.
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Sex, 21 Set 2018 11:46:00 -0300
Pesquisa desenvolve inovação para medir vanádio e estanho em águas e em alimentos
Processo inovador, fruto de pesquisa apoiada pelo CNPq, desenvolve instrumentação para medir vanádio e estanho em águas e em alimentos. Tese de doutorado desenvolvida na USP de Piracicaba teve como foco o desenvolvimento de procedimentos analíticos automáticos, visando às determinações fotométricas de vanádio e de estanho a partir de processo de multicomutação em fluxo.Processo inovador desenvolve instrumentação para medir vanádio e estanho em águas e em alimentos. Tese de doutorado desenvolvida na Área de Química Analítica da Universidade de São Paulo (USP) de Piracicaba teve como foco o desenvolvimento de procedimentos analíticos automáticos, visando às determinações fotométricas de vanádio e de estanho em águas e em alimentos a partir do processo de multicomutação em fluxo.
Sabe-se que existe uma demanda para a determinação de estanho e vanádio em amostras de interesse ambiental, onde, em geral, a espécie de interesse está em baixas concentrações. Em baixas concentrações, o vanádio é considerado um micronutriente essencial para os seres humanos. Atua na normalização dos níveis de açúcar, tem participação em vários sistemas enzimáticos e inibe a síntese de colesterol. Segundo a literatura especializada, há uma estreita relação entre a concentração de vanádio em águas potáveis em nível de micrograma por litro (µgL-1) e a prevenção de cardiopatias. Estima-se que a necessidade de ingestão diária de vanádio está na faixa entre 10 e 60 µg L-1. O vanádio é, também, essencial para animais, plantas e micro-organismos, conforme os fundamentos que embasam o desenvolvimento.
Instrumentação analítica desenvolvida pela bolsista de doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tuanne dos Reis Dias, orientada pelo professor Boaventura Freire dos Reis, bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, inova em método e em performance. Ela utilizou um microcontrolador da família PIC e um programa escrito em linguagem Visual Basic 6.0 para controle dos dispositivos e aquisição de dados. A unidade de detecção foi construída empregando LED de alto brilho e células de fluxo com longo caminho óptico (50-200 mm) para ganho em sensibilidade.
Segundo Tuanne, os sintomas de envenenamento com vanádio incluem depressão, vômito, anemia e diarréia, entre outros. Combustíveis derivados de petróleo, mineração e atividades industriais são considerados fontes de poluição ambiental com vanádio. "No Brasil, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), através da resolução 357 estabelece em 0,1 µgL-1 a concentração máxima de vanádio em águas doces, portanto para sua determinação é necessário dispor de métodos analíticos sensíveis", esclarece.
O desenvolvimento de procedimento analítico foi baseado em multicomutação, empregando bomba de seringa como propulsor de fluído e microcontrolador para gerenciar o módulo de análise e efetuar a aquisição de dados. O módulo de análise baseado no processo de multicomutação em análise em fluxo foram projetados para formar uma estrutura compacta e miniaturizada, permitindo uma redução significativa do consumo de reagentes e do volume de efluentes gerados, sem comprometer a qualidade dos resultados.
O procedimento para a determinação de estanho em alimentos foi desenvolvido empregando bomba de multi-seringa como unidade de propulsão de fluidos, cela de fluxo com caminho óptico de 200 mm e parada de fluxo de 50 s.
O estanho é usado para produzir diversas ligas metálicas utilizadas para recobrir outros metais para os proteger da corrosão. O estanho é obtido principalmente do mineral cassiterita, onde se apresenta como um óxido.. É um dos metais mais antigos conhecidos, e foi usado como um dos componentes do bronze desde a antiguidade.
O vanádio é um metal de transição usado para a produção de aços inoxidáveis para instrumentos cirúrgicos e ferramentas, em aços resistentes a corrosão e, misturado com alumínio em ligas de titânio, é empregado em motores a reação. Também, em aços, empregados em eixos de rodas, engrenagens e outros componentes críticos.
Um maior detalhamento do processo e instrumentação desenvolvidos foram publicados no Artigo: Development of a photometric procedure for tin determination in canned foods employing a multicommuted flow analysis approach na revista Analytical Methods Impact factor: 2.073 Número: 48 Indexada no Web of Science. Acesse http://pubs.rsc.org/en/content/articlelanding/2016/ay/c5ay02958a#!divAbstract